domingo, 14 de fevereiro de 2010
TERRITÓRIO ORIGINAL OU TERRITÓRIO DEUSISTA
Território Original consiste um sistema aonde seu objetivo maior é o bem estar e planejamento familiar que ela mesmo definirá no seu habitar, como sujeito em todos os segmentos da vida humana, com seus direitos e deveres, permitindo que pensássemos uma nova institucionalidade do local a partir da constituição de sete ambiências: educacional, econômica, ecológica, social, política, religião, cultura, em uma rede de cooperação e solidariedade uns com os outros, tendo o Território Original como sujeito das suas reivindicações, num projeto de construção e reconstrução permanente, das comunidades para o local [município], e do municipio para outros Locais [municípios] formando um Território com as mesmas características ou proximidades, os territórios vão se somar aos outros Territórios que formará o Território estadual, do Território estadual para o território central brasileiro num processo endógeno descentralizado de baixo para cima e de cima para baixo ou seja do homem para Deus e de Deus para o homem num processo de dar e receber.
MOVIMENTO DEUS, TRABALHO E RENDA
DOS OBJETIVOS do MOVIMENTO
- geração de trabalho e renda.
- promover a inclusão social com desenvolvimento sustentável e solidário sem comprometer as gerações futuras.
- preservar: a família, a paz, e a democracia.
- promover cursos de capacitação em parceria: Sistema Territorial,cooperativista e profissional, palestra de Deusismo, cidadania e familismo para os do movimento e outros afins.
- promover intercâmbio comercial, cultural, educacional, tecnológico com outros paises.
- Ser articulador na criação de cooperativas em todo território nacional e fomentar parcerias com outras cooperativas em rede, com os mesmos fins no território brasileiro e exterior.
- organizar os Grupos: matéria prima, Produção, Industrialização, Comercialização, Prestadores de serviços, e outros, dos cooperantes empreendedores por ramo de afinidade interligando o rural ao urbano;
- A organização do território que objetiva o desenvolvimento local da constituição de um espaço de interação dos diversos atores e encaminhamento e implementação das diversas ações propostas na era Cheon Il Guk
- Garantir a participação e fomentar parcerias do movimento nas iniciativas governamentais e não-governamentais que visem melhorar a qualidade de vida da população e a dignidade humana familiar
PÚBLICO ALVO: Desempregados, sem teto, sem terra, os com baixa renda no urbano e rural
- geração de trabalho e renda.
- promover a inclusão social com desenvolvimento sustentável e solidário sem comprometer as gerações futuras.
- preservar: a família, a paz, e a democracia.
- promover cursos de capacitação em parceria: Sistema Territorial,cooperativista e profissional, palestra de Deusismo, cidadania e familismo para os do movimento e outros afins.
- promover intercâmbio comercial, cultural, educacional, tecnológico com outros paises.
- Ser articulador na criação de cooperativas em todo território nacional e fomentar parcerias com outras cooperativas em rede, com os mesmos fins no território brasileiro e exterior.
- organizar os Grupos: matéria prima, Produção, Industrialização, Comercialização, Prestadores de serviços, e outros, dos cooperantes empreendedores por ramo de afinidade interligando o rural ao urbano;
- A organização do território que objetiva o desenvolvimento local da constituição de um espaço de interação dos diversos atores e encaminhamento e implementação das diversas ações propostas na era Cheon Il Guk
- Garantir a participação e fomentar parcerias do movimento nas iniciativas governamentais e não-governamentais que visem melhorar a qualidade de vida da população e a dignidade humana familiar
PÚBLICO ALVO: Desempregados, sem teto, sem terra, os com baixa renda no urbano e rural
SISTEMAS
SISTEMAS
O QUE É SISTEMA: sistema (ê)
s. m.
1. Conjunto de princípios verdadeiros ou falsos reunidos de modo que formem um corpo de doutrina.
2. Combinação de partes reunidas para concorrerem para um resultado, ou de modo a formarem um conjunto: Sistema nervoso; sistema planetário.
3. Modo de organização: O sistema capitalista.
4. Modo de governo, de administração, de rotação: Os sistemas eleitorais.
5. Conjunto de meios e processos empregados para alcançar determinado fim.
6. Conjunto de métodos ou processos didácticos!.
7. Método, modo, forma.
8. Anat. Conjunto de órgãos compostos pelos mesmos tecidos e destinados a funções análogas.
9. Astron. Grupo de corpos celestes associados e que giram segundo as leis de gravitação.
10. Filos. Conjunto de ideias científicas ou filosóficas logicamente solidárias, consideradas mais na sua coerência que na sua verdade.
11. Geol. Períodos que separam as eras: Sistema devoniano.
12. Modo de distribuição ou disposição das cordilheiras quando se apresentam mais ou menos no mesmo sentido.
13. Hist. nat. Método de classificação no emprego de um só ou dum pequeno número de caracteres!: O sistema de Lineu.
14. Modo de distribuição dos seres da natureza.
15. Classificação dos seres que tem somente por fim facilitar o estudo dos mesmos seres.
16. Mús. Reunião dos intervalos musicais elementares compreendidos entre dois limites sonoros extremos e agradáveis ao ouvido.
por sistema: sistematicamente; de caso pensado.
sistema das ondulações: teoria que explica a propagação da luz por vibrações e ondas luminosas.
sistema de acoplamento: sistema de circuitos ressonantes e linhas de transmissão utilizado para transferir energia dum transmissor para uma antena.
sistema de arrefecimento: sistema de resfriamento ou de refrigeração.
sistema de equações: conjunto de várias equações que ligam simultaneamente diversas variáveis.
sistema de exploração: conjunto de programas que permitem gerar as diversas tarefas dum computador e descarregar os utilizadores de toda a programação de rotina.
sistema de forças: conjunto dum número limitado de forças aplicadas a um mesmo corpo sólido.
sistema de referência: conjunto de corpos (eles próprios considerados como fixos, pelas necessidades da demonstração) por analogia com aqueles que definem o movimento dum outro corpo.
sistema de unidade: conjunto coerente de unidades de medida.
Sistema Internacional de Unidades (SI): sistema que substituiu o sistema métrico em 1962 e que compreende sete unidades de base: metro, quilograma, segundo, ampere, kelvin, mole e candela.
sistema mercantil: o que considera o numerário como a verdadeira representação da riqueza de uma nação e proíbe ou diminui as importações.
sistema métrico: Ver métrico.
sistema monetário europeu: sistema de harmonização das trocas das diferentes moedas europeias (sigla: S.M.E.).
sistema nervoso: conjunto dos órgãos que recebem, transmitem e transformam o influxo nervoso.
sistema nubloso: conjunto dos diferentes tipos de nuvens que acompanham uma tempestade completa.
sistema solar: sistema que estabelece o Sol como centro dos movimentos da Terra e dos planetas
O que é o sistema?
Podemos responder essa indagação de várias maneiras. Poderíamos dizer que o sistema “é tudo que está á sua volta, tudo que foi criado ou que existe e que te mantenha inserido dentro dele”. O sistema é, em suma, o mundo em que você vive (ou pelo menos o mundo em que você acha que vive ou tenta viver). O sistema se manifesta sob diversas formas. Ele é o mundo regido pelas leis e regras (sejam físicas ou morais), é também produto direto das instituições governamentais.
Mas ele não se resume a algo concreto, de fácil definição ou limitado. Ele pode ser o conjunto de conceitos éticos que seus pais lhe ensinaram durante sua vida e pode ser também a guerra. Ele pode ser o mendigo da esquina ou o sultão bilionário da África. O garoto tomando sorvete ou o pai se embebedando com whisky. O político de cara lavada da tv ou o militante de extrema esquerda. Englobando coisas as quais não podemos reivindicar a criação, o sistema é tudo que nos diz respeito. É a indústria, o governo, os meios de comunicação, as escolas, as universidades, os parques, a religião, a família, o individuo, a sociedade. É o prazer, o amor, o pecado, a dúvida, a retidão, o ódio, a indiferença. É o passado, o presente e o futuro. Tudo isto é o sistema. Ouso dizer – sob todas as implicações que isso traz – que ele é imortal.
Quem criou o sistema?
Nós. Eu, você, seu pai, sua mãe, Maquiavel, Lênin, Hitler, Darwin, Buda, Jesus...a partir do momento em que passamos a existir ou nos manifestar de forma racional e organizada na terra. Quem o criou fomos nós. Os seres humanos.
O sistema é mau?
Não. O sistema não é necessariamente mau. Como ele é ambíguo e se manifesta sobre mil formas diferentes, sua natureza não pode ser considerada essencialmente má. Ele não é um demônio superpoderoso sugador de almas humanas. Pelo menos não na maior parte do tempo.
Então porque é feita tanta propaganda para que o sistema seja combatido?
Simples meu caro. O sistema não é todas as suas definições explanadas acima manifestadas sob sua forma original, pura, inócua. Mas antes, são elas transmutadas, manipuladas, centralizadas e controladas na maior parte das vezes sob interesses maléficos. Ou então, é a inversão desses valores tratados de forma natural, maquiados para que pareçam aprazíveis, confortáveis e sedutores ao gênero humano. E logo se tome consciência disso, torna-se natural concentrar os esforços para que ele seja exposto e destruído.
Como eu me insiro no sistema e que implicações tem a sua destruição?
Você não é algo à parte do sistema. Você está completamente inserido dentro dele. Você nasce nele, com efeito, você É o sistema. Mas um belo dia (se tudo conspirar para isso e você ajudar) como todo bom filho revoltado, você se rebela contra o sistema. Você renega a si mesmo, a sua origem, você não quer mais permanecer sob o jugo do papai. Você, na condição de “sisteminha”, de ramo da árvore, de elo na corrente, aponta o dedão para a cara do papai sistema e o rejeita. Faz juras de ódio eterno e se desprende prometendo se vingar. Toma consciência de todo o tempo que passou sendo enganado. Começa aí a sua vendetta. Seu primeiro ato será procurar “sisteminhas” revoltados iguais a você. Ser o sistema e estar fora dele é um profundo ato de duplipensamento. É o duplipensar em sua forma mais pura. Destruir o sistema – sob o aspecto totalitário e idealizado que a expressão carrega – não é possível. Podemos no máximo reunir e estabelecer contato com o maior número possível de “sisteminhas” revoltados e daí, minando sua força e campo de atuação, tentar criar um “outro mundo”, criar um outro sistema sadio, independente e crítico esforçando-nos para que a sua influência consiga “resgatar” outros “sisteminhas” ludibriados, fortalecendo-nos para encarar a guerra com “o” sistema.
Isso não é combater utopia com distopia? Não é uma analogia da eterna guerra entre o bem e o mal?
Nossa intenção, e quando digo nossa, refiro-me aos “sisteminhas revoltados” que a partir de agora serão chamados de “inmassa”. Pois bem, a intenção dos “inmassa” não é combater um mundo falso, podre e cheios de regras ditatórias com um outro mundo recheado de leis e regimentos duvidosos, não é criar duas frentes de batalha que guerreiem em segredo, não temos pretensão nenhuma de dizer o que é “bom” ou o que é “mau”. Mas antes, é quebrar parâmetros (e não estabelecer nenhum), destruir conceitos enraizados e levar o ser humano ao seu mais alto desabrochamento enquanto indivíduo. O resto, o florescer da cultura, do pensar, do senso crítico, virá naturalmente como conseqüência de sua independência em relação á máquina. Para todos os efeitos, e aos olhos dos tolos, não temos objetivo nenhum, partindo do principio de que nossa subsistência e desenvolvimento não depende dele.
Como podem ver, o sistema, por trás de toda sua pseudo-imponência e de suas barreiras impenetráveis, é fraco, é pobre, quebra-se com facilidade, não resiste ao mero despertar de um único individuo. Pesa contra ele sua própria natureza, seu próprio instinto assassino. Quem sai, nunca mais quer voltar.
Aos “inmassa” velhos de guerra e aos recém-convertidos, minhas saudações e meus cumprimentos, minhas boas vindas para se juntar nesta nossa luta silenciosa, dolorosa e mal reconhecida contra ele, o inimigo, o supremo mestre de tudo que nos antagoniza, o sistema! este texto achado no google não tinha o autor
Sistema Capitalista
Capitalismo é o sistema econômico que se caracteriza pela propriedade privada dos meios de produção e pela liberdade de iniciativa dos próprios cidadãos.
No sistema capitalista, as padarias, as fábricas, confecções, gráficas, papelarias etc., pertencem a empresários e não ao Estado. Nesse sistema, a produção e a distribuição das riquezas são regidas pelo mercado, no qual, em tese, os preços são determinados pelo livre jogo da oferta e da procura. O capitalista, proprietário de empresa, compra a força de trabalho de terceiros para produzir bens que, após serem vendidos, lhe permitem recuperar o capital investido e obter um excedente denominado lucro. No capitalismo, as classes não mais se relacionam pelo vínculo da servidão (período Feudal da Idade Média), mas pela posse ou carência de meios de produção e pela livre contratação do trabalho e/ou tabalhadores.
São chamados capitalistas os países cujo modo de produção dominante é o capitalista. Neles coexistem, no entanto, outros modos de produção e outras classes sociais, além de capitalistas e assalariados, como artesãos e pequenos agricultores. Nos países menos desenvolvidos, parte da atividade econômica assume formas pré-capitalistas, exemplificadas pelo regime da meia ou da terça, pelo qual o proprietário de terras entrega a exploração destas a parceiros em troca de uma parte da colheita.
Outros elementos que caracterizam o capitalismo são a acumulação permanente de capital; a geração de riquezas; o papel essencial desempenhado pelo dinheiro e pelos mercados financeiros; a concorrência, a inovação tecnológica ininterrupta e, nas fases mais avançadas de evolução do sistema, o surgimento e expansão das grandes empresas multinacionais. A divisão técnica do trabalho, ou seja, a especialização do trabalhador em tarefas cada vez mais segmentadas no processo produtivo, é também uma característica importante do modo capitalista de produção, uma vez que proporciona aumento de produtividade. O modelo capitalista também é chamado de economia de mercado ou de livre empresa.
A primeira fase de expansão do capitalismo confunde-se com a revolução industrial, cujo berço foi a Inglaterra, de onde se estendeu aos países da Europa ocidental e, posteriormente, aos Estados Unidos. A evolução do capitalismo industrial foi em grande parte conseqüência do desenvolvimento tecnológico. Por imposição do mercado consumidor os setores de fiação e tecelagem foram os primeiros a usufruir os benefícios do avanço tecnológico. A indústria manufatureira evoluiu para a produção mecanizada, possibilitando a constituição de grandes empresas, nas quais se implantou o processo de divisão técnica do trabalho e a especialização da mão-de-obra.
Ao mesmo tempo em que se desencadeava o surto industrial, construíram-se as primeiras estradas de ferro, introduziu-se a navegação a vapor, inventou-se o telégrafo e implantaram-se novos progressos na agricultura. Sucederam-se as conquistas tecnológicas: o ferro foi substituído pelo aço na fabricação de diversos produtos e passaram a ser empregadas as ligas metálicas; descobriu-se a eletricidade e o petróleo; foram inventadas as máquinas automáticas; melhoraram os sistemas de transportes e comunicações; surgiu a indústria química; foram introduzidos novos métodos de organização do trabalho e de administração de empresas e aperfeiçoaram-se a técnica contábil, o uso da moeda e do crédito.
Na Inglaterra, Adam Smith e seus seguidores desenvolveram sua teoria liberal sobre o capitalismo. Na França, após a revolução de 1789 e as guerras napoleônicas, passou a predominar a ideologia do laissez-faire, ou do liberalismo econômico, que tinha por fundamentos o livre comércio, a abolição de restrições ao comércio internacional, o livre-câmbio, o padrão-ouro e o equilíbrio orçamentário. O liberalismo se assentava no princípio da livre iniciativa, baseado no pressuposto de que a não regulamentação das atividades individuais no campo socioeconômico produziria os melhores resultados na busca do progresso.
A partir da primeira guerra mundial, o quadro do capitalismo mundial sofreu importantes alterações: o mercado internacional restringiu-se; a concorrência americana derrotou a posição das organizações econômicas européias e impôs sua hegemonia inclusive no setor bancário; o padrão-ouro foi abandonado em favor de moedas correntes nacionais, notadamente o dólar americano, e o movimento anticolonialista recrudesceu.
Os Estados Unidos, depois de liderarem a economia capitalista mundial até 1929, foram sacudidos por violenta depressão econômica que abalou toda sua estrutura e também a fé na infalibilidade do sistema. A política do liberalismo foi então substituída pelo New Deal: a intervenção do estado foi implantada em muitos setores da atividade econômica, o ideal do equilíbrio orçamentário deu lugar ao princípio do déficit planejado e adotaram-se a previdência e a assistência sociais para atenuar os efeitos das crises. A progressiva intervenção do estado na economia caracterizou o desenvolvimento capitalista a partir da segunda guerra mundial. Assim, foram criadas empresas estatais, implantadas medidas de protecionismo ou restrição na economia interna e no comércio exterior e aumentada a participação do setor público no consumo e nos investimentos nacionais.
A implantação do modo socialista de produção, a partir de 1917, em um conjunto de países que chegou a abrigar um terço da população da Terra, representou um grande desafio para o sistema de economia de mercado. As grandes nações capitalistas passaram a ver o bloco socialista como inimigo comum, ampliado a partir da segunda guerra mundial com a instauração de regimes comunistas nos países do leste europeu e com a revolução chinesa. Grande parte dos recursos produtivos foi investida na indústria bélica e na exploração do espaço com fins militares. Essa situação perdurou até a desagregação da União Soviética, em 1991, e o início da marcha em direção à economia de mercado em países como a China.
Crítica ao capitalismo: A mais rigorosa crítica ao capitalismo foi feita por Karl Marx, ideólogo alemão que propôs a alternativa socialista para substituir o Capitalismo. Segundo o marxismo, o capitalismo encerra uma contradição fundamental entre o caráter social da produção e o caráter privado da apropriação, que conduz a um antagonismo irredutível entre as duas classes principais da sociedade capitalista: a burguesia e o proletariado (o empresariado e os assalariados).
O caráter social da produção se expressa pela divisão técnica do trabalho, organização metódica existente no interior de cada empresa, que impõe aos trabalhadores uma atuação solidária e coordenada. Apesar dessas características da produção, os meios de produção constituem propriedade privada do capitalista. O produto do trabalho social, portanto, se incorpora a essa propriedade privada. Segundo o marxismo, o que cria valor é a parte do capital investida em força de trabalho, isto é, o capital variável. A diferença entre o capital investido na produção e o valor de venda dos produtos, a mais-valia (lucro), apropriada pelo capitalista, não é outra coisa além de valor criado pelo trabalho.
Segundo os Marxistas, o sistema capitalista não garante meios de subsistência a todos os membros da sociedade. Pelo contrário, é condição do sistema a existência de uma massa de trabalhadores desempregados, que Marx chamou de exército industrial de reserva, cuja função é controlar, pela própria disponibilidade, as reivindicações operárias. O conceito de exército industrial de reserva derruba, segundo os marxistas, os mitos liberais da liberdade de trabalho e do ideal do pleno emprego.
A experiência Marxista: Depois de setenta anos de vigência, e muitas dificuldades internas decorrentes, principalmente, da instalação de burocracias autoritárias no poder, os regimes socialistas não tinham conseguido estabelecer a sociedade justa e de bem-estar que pretendiam seus primeiros ideólogos. A União Soviética, maior potência militar do planeta, exauriu seus recursos na corrida armamentista, mergulhou num irrecuperável atraso tecnológico e finalmente se dissolveu em 1991. A Iugoslávia socialista se fragmentou em sangrentas lutas étnicas e a China abriu-se, cautelosa e progressivamente, para a economia de mercado.
Sistema Comunismo
O Comunismo é um sistema econômico, bem como uma doutrina política e social, cujo objetivo é a criação de uma sociedade sem classes, baseada na propriedade comum dos meios de produção, com a conseqüente abolição da propriedade privada. Segundo esta teoria, no comunismo o Estado passaria a ser desnecessário e seria extinto, sendo substituído por livres associações de produtores.
O Comunismo tenta oferecer uma alternativa aos problemas que são entendidos como inerentes à economia capitalista e ao legado do imperialismo e do nacionalismo. De acordo com a ideologia comunista, a forma para superar esses problemas seria a derrocada da rica burguesia, tida como classe dominante, em prol da classe trabalhadora - ou proletariado – para estabelecer uma sociedade pacífica, livre, sem classes, ou governo.
O pensamento comunista é normalmente considerado parte de um mais amplo movimento socialista, originário nos trabalhos de teóricos da Revolução Industrial e Revolução Francesa, que remontam às obras de Karl Marx. As formas dominantes do comunismo, como o Leninismo, o Trotskismo e o Luxemburguismo, são baseadas no Marxismo; mas versões não-Marxistas do comunismo (como o Comunismo Cristão, e o Anarcocomunismo) também existem e estão crescendo em importância, desde a Queda da União Soviética.
Sistema Socialista
O Socialismo é um sistema sociopolítico caracterizado pela apropriação dos meios de produção pela coletividade. Abolida a propriedade privada destes meios, todos se tornariam trabalhadores, tomando parte na produção, e as desigualdades sociais tenderiam a ser drasticamente reduzidas, uma vez que a produção poderia ser equitativamente distribuída.
No aspecto político o socialismo, ao contrário do que se costuma pensar, não tem um Estado. Isso quer dizer que antes do socialismo a sociedade passa por uma fase chamada de ditadura do proletariado para garantir o domínio da classe proletária sobre as demais (ex.: o feudalismo tinha uma estrutura estatal que garantia o domínio dos senhores feudais; o capitalismo tem uma estrutura estatal que garante o domínio dos proprietários/capitalistas),no entanto, a ditadura do proletariado, ou seja o Estado Operário trabalha no sentindo da sua auto abolição. Segundo Engels, o Estado seria abolido concomitantemente com a abolição das classes e, portanto, na primeira fase da sociedade comunista, chamada de socialismo, não existiria mais Estado. O Estado Operário caracteriza-se pelo domínio dos trabalhadores sobre a burguesia, é o ato revolucionário de expropriação dos meios de produção e quebra da resistência burguesa ao passo que constrói o socialismo e cria as bases para uma sociedade sem classes. Mas, como todo Estado, ele tem formas diferentes de relações entre as diversas instituições.
Segundo Trotsky podemos definir basicamente duas formas de regime num Estado socialista: as democracias operárias e os Estados Operários Burocráticos. As democracias operárias caracterizaram-se pelo alto controle dos trabalhadores sobre a planificação econômica (controle operário); criação de mecanismos de controle pela base; fusão dos poderes executivos e legislativos; revogabilidade permanente dos mandatos, indicados pelos organismos de base; eleição direta via organismos para todos os cargos (inclusive militares), com cláusulas de impedimento de reeleição; separação do Estado e partido; ampla liberdade entre os trabalhadores para expressarem suas posições, à exceção dos casos de sublevação armada.
Os regimes de Estado Operário Burocrático eram caracterizados pelo domínio de uma casta burocrática; supressão, ou manutenção apenas na forma, dos organismos de base; planificação por essa burocracia, sem controle operário; alta hierarquização no serviço público; fusão de Estado e partido; e supressão da liberdade de imprensa. O primeiro pode ser encontrado como experiência histórica em caráter embrionário no processo conhecido como Comuna de Paris, em 1871 e, na revolução espanhola. O segundo, no estado russo a partir da NEP, na República Popular da China, na Coréia do Norte, em Cuba e no Leste Europeu. É interessante observar que os dois regimes não são tão semelhantes como era de se esperar (já que ambos recebem o rótulo de socialistas) e que o Estado Operário Burocrático foi duramente criticado e rechaçado por Trotsky, um conhecido pensador socialista. Esse exemplo serve bem para ilustrar como o pensamento socialista pode tomar formas diferentes e frequentemente conflitantes.
É importante salientar que esta designação não aparece em Marx e já aparecia em Lênin, que antes de morrer reconhecia a URSS como capitalismo de Estado e como uma burocracia forte e nascente.
China e socialismo. Durante as três décadas que se seguiram ao estabelecimento da República Popular da China (RPC), em 1949, parecia que estas palavras estariam juntas para sempre numa unidade inspiradora. A China foi forçada a sofrer a humilhação da derrota na Guerra do Ópio com a Grã-Bretanha em 1840-42 e o tratado de abertura de portos que se seguiu. O povo chinês sofreu não só sob o governo despótico do seu imperador e depois de uma série de senhores da guerra como também sob o peso esmagador do imperialismo, o qual dividiu o país em esferas de influência controladas pelo estrangeiro. Gradualmente, principiando na década de 1920, o Partido Comunista Chinês conduzido por Mao Zedong organizou a resistência popular crescente à dominação estrangeira, à exploração do país e à ditadura de Chiang Kai-shek. O triunfo da revolução sob a liderança do Partido Comunista Chinês chegou finalmente em 1949, quando o partido proclamou que poria um fim não só ao sofrimento do povo como traria um novo futuro democrático baseado na construção do socialismo.
Não pode haver dúvida de que a Revolução Chinesa foi um evento histórico de proporções mundiais e de que tremendas realizações foram alcançadas sob a bandeira do socialismo nas décadas que se seguiram. Contudo, é nossa opinião que esta realidade não deveria cegar-nos para três factos importantes: primeiro, no momento da morte de Mao, em 1976, o povo chinês ainda estava longe de alcançar as promessas do socialismo. Segundo, a partir de 1978 o Partido Comunista Chinês embarcou num processo de reforma com base no mercado que, apesar de alegadamente concebido para revigorar o esforço para a construção do socialismo, conduziu realmente para a direcção oposta e a um grande custo para o povo chinês. E, finalmente, pessoas progressistas por todo o mundo continuam a identificar-se e a tomar como fonte de inspiração desenvolvimentos na China, vendo o rápido crescimento do país orientado para a exportação como a confirmação das virtudes do socialismo de mercado ou a prova de que, sem considerar etiquetas, a activa direcção do Estado da economia pode produzir desenvolvimento com êxito dentro de um sistema capitalista mundial.
O QUE É SISTEMA: sistema (ê)
s. m.
1. Conjunto de princípios verdadeiros ou falsos reunidos de modo que formem um corpo de doutrina.
2. Combinação de partes reunidas para concorrerem para um resultado, ou de modo a formarem um conjunto: Sistema nervoso; sistema planetário.
3. Modo de organização: O sistema capitalista.
4. Modo de governo, de administração, de rotação: Os sistemas eleitorais.
5. Conjunto de meios e processos empregados para alcançar determinado fim.
6. Conjunto de métodos ou processos didácticos!.
7. Método, modo, forma.
8. Anat. Conjunto de órgãos compostos pelos mesmos tecidos e destinados a funções análogas.
9. Astron. Grupo de corpos celestes associados e que giram segundo as leis de gravitação.
10. Filos. Conjunto de ideias científicas ou filosóficas logicamente solidárias, consideradas mais na sua coerência que na sua verdade.
11. Geol. Períodos que separam as eras: Sistema devoniano.
12. Modo de distribuição ou disposição das cordilheiras quando se apresentam mais ou menos no mesmo sentido.
13. Hist. nat. Método de classificação no emprego de um só ou dum pequeno número de caracteres!: O sistema de Lineu.
14. Modo de distribuição dos seres da natureza.
15. Classificação dos seres que tem somente por fim facilitar o estudo dos mesmos seres.
16. Mús. Reunião dos intervalos musicais elementares compreendidos entre dois limites sonoros extremos e agradáveis ao ouvido.
por sistema: sistematicamente; de caso pensado.
sistema das ondulações: teoria que explica a propagação da luz por vibrações e ondas luminosas.
sistema de acoplamento: sistema de circuitos ressonantes e linhas de transmissão utilizado para transferir energia dum transmissor para uma antena.
sistema de arrefecimento: sistema de resfriamento ou de refrigeração.
sistema de equações: conjunto de várias equações que ligam simultaneamente diversas variáveis.
sistema de exploração: conjunto de programas que permitem gerar as diversas tarefas dum computador e descarregar os utilizadores de toda a programação de rotina.
sistema de forças: conjunto dum número limitado de forças aplicadas a um mesmo corpo sólido.
sistema de referência: conjunto de corpos (eles próprios considerados como fixos, pelas necessidades da demonstração) por analogia com aqueles que definem o movimento dum outro corpo.
sistema de unidade: conjunto coerente de unidades de medida.
Sistema Internacional de Unidades (SI): sistema que substituiu o sistema métrico em 1962 e que compreende sete unidades de base: metro, quilograma, segundo, ampere, kelvin, mole e candela.
sistema mercantil: o que considera o numerário como a verdadeira representação da riqueza de uma nação e proíbe ou diminui as importações.
sistema métrico: Ver métrico.
sistema monetário europeu: sistema de harmonização das trocas das diferentes moedas europeias (sigla: S.M.E.).
sistema nervoso: conjunto dos órgãos que recebem, transmitem e transformam o influxo nervoso.
sistema nubloso: conjunto dos diferentes tipos de nuvens que acompanham uma tempestade completa.
sistema solar: sistema que estabelece o Sol como centro dos movimentos da Terra e dos planetas
O que é o sistema?
Podemos responder essa indagação de várias maneiras. Poderíamos dizer que o sistema “é tudo que está á sua volta, tudo que foi criado ou que existe e que te mantenha inserido dentro dele”. O sistema é, em suma, o mundo em que você vive (ou pelo menos o mundo em que você acha que vive ou tenta viver). O sistema se manifesta sob diversas formas. Ele é o mundo regido pelas leis e regras (sejam físicas ou morais), é também produto direto das instituições governamentais.
Mas ele não se resume a algo concreto, de fácil definição ou limitado. Ele pode ser o conjunto de conceitos éticos que seus pais lhe ensinaram durante sua vida e pode ser também a guerra. Ele pode ser o mendigo da esquina ou o sultão bilionário da África. O garoto tomando sorvete ou o pai se embebedando com whisky. O político de cara lavada da tv ou o militante de extrema esquerda. Englobando coisas as quais não podemos reivindicar a criação, o sistema é tudo que nos diz respeito. É a indústria, o governo, os meios de comunicação, as escolas, as universidades, os parques, a religião, a família, o individuo, a sociedade. É o prazer, o amor, o pecado, a dúvida, a retidão, o ódio, a indiferença. É o passado, o presente e o futuro. Tudo isto é o sistema. Ouso dizer – sob todas as implicações que isso traz – que ele é imortal.
Quem criou o sistema?
Nós. Eu, você, seu pai, sua mãe, Maquiavel, Lênin, Hitler, Darwin, Buda, Jesus...a partir do momento em que passamos a existir ou nos manifestar de forma racional e organizada na terra. Quem o criou fomos nós. Os seres humanos.
O sistema é mau?
Não. O sistema não é necessariamente mau. Como ele é ambíguo e se manifesta sobre mil formas diferentes, sua natureza não pode ser considerada essencialmente má. Ele não é um demônio superpoderoso sugador de almas humanas. Pelo menos não na maior parte do tempo.
Então porque é feita tanta propaganda para que o sistema seja combatido?
Simples meu caro. O sistema não é todas as suas definições explanadas acima manifestadas sob sua forma original, pura, inócua. Mas antes, são elas transmutadas, manipuladas, centralizadas e controladas na maior parte das vezes sob interesses maléficos. Ou então, é a inversão desses valores tratados de forma natural, maquiados para que pareçam aprazíveis, confortáveis e sedutores ao gênero humano. E logo se tome consciência disso, torna-se natural concentrar os esforços para que ele seja exposto e destruído.
Como eu me insiro no sistema e que implicações tem a sua destruição?
Você não é algo à parte do sistema. Você está completamente inserido dentro dele. Você nasce nele, com efeito, você É o sistema. Mas um belo dia (se tudo conspirar para isso e você ajudar) como todo bom filho revoltado, você se rebela contra o sistema. Você renega a si mesmo, a sua origem, você não quer mais permanecer sob o jugo do papai. Você, na condição de “sisteminha”, de ramo da árvore, de elo na corrente, aponta o dedão para a cara do papai sistema e o rejeita. Faz juras de ódio eterno e se desprende prometendo se vingar. Toma consciência de todo o tempo que passou sendo enganado. Começa aí a sua vendetta. Seu primeiro ato será procurar “sisteminhas” revoltados iguais a você. Ser o sistema e estar fora dele é um profundo ato de duplipensamento. É o duplipensar em sua forma mais pura. Destruir o sistema – sob o aspecto totalitário e idealizado que a expressão carrega – não é possível. Podemos no máximo reunir e estabelecer contato com o maior número possível de “sisteminhas” revoltados e daí, minando sua força e campo de atuação, tentar criar um “outro mundo”, criar um outro sistema sadio, independente e crítico esforçando-nos para que a sua influência consiga “resgatar” outros “sisteminhas” ludibriados, fortalecendo-nos para encarar a guerra com “o” sistema.
Isso não é combater utopia com distopia? Não é uma analogia da eterna guerra entre o bem e o mal?
Nossa intenção, e quando digo nossa, refiro-me aos “sisteminhas revoltados” que a partir de agora serão chamados de “inmassa”. Pois bem, a intenção dos “inmassa” não é combater um mundo falso, podre e cheios de regras ditatórias com um outro mundo recheado de leis e regimentos duvidosos, não é criar duas frentes de batalha que guerreiem em segredo, não temos pretensão nenhuma de dizer o que é “bom” ou o que é “mau”. Mas antes, é quebrar parâmetros (e não estabelecer nenhum), destruir conceitos enraizados e levar o ser humano ao seu mais alto desabrochamento enquanto indivíduo. O resto, o florescer da cultura, do pensar, do senso crítico, virá naturalmente como conseqüência de sua independência em relação á máquina. Para todos os efeitos, e aos olhos dos tolos, não temos objetivo nenhum, partindo do principio de que nossa subsistência e desenvolvimento não depende dele.
Como podem ver, o sistema, por trás de toda sua pseudo-imponência e de suas barreiras impenetráveis, é fraco, é pobre, quebra-se com facilidade, não resiste ao mero despertar de um único individuo. Pesa contra ele sua própria natureza, seu próprio instinto assassino. Quem sai, nunca mais quer voltar.
Aos “inmassa” velhos de guerra e aos recém-convertidos, minhas saudações e meus cumprimentos, minhas boas vindas para se juntar nesta nossa luta silenciosa, dolorosa e mal reconhecida contra ele, o inimigo, o supremo mestre de tudo que nos antagoniza, o sistema! este texto achado no google não tinha o autor
Sistema Capitalista
Capitalismo é o sistema econômico que se caracteriza pela propriedade privada dos meios de produção e pela liberdade de iniciativa dos próprios cidadãos.
No sistema capitalista, as padarias, as fábricas, confecções, gráficas, papelarias etc., pertencem a empresários e não ao Estado. Nesse sistema, a produção e a distribuição das riquezas são regidas pelo mercado, no qual, em tese, os preços são determinados pelo livre jogo da oferta e da procura. O capitalista, proprietário de empresa, compra a força de trabalho de terceiros para produzir bens que, após serem vendidos, lhe permitem recuperar o capital investido e obter um excedente denominado lucro. No capitalismo, as classes não mais se relacionam pelo vínculo da servidão (período Feudal da Idade Média), mas pela posse ou carência de meios de produção e pela livre contratação do trabalho e/ou tabalhadores.
São chamados capitalistas os países cujo modo de produção dominante é o capitalista. Neles coexistem, no entanto, outros modos de produção e outras classes sociais, além de capitalistas e assalariados, como artesãos e pequenos agricultores. Nos países menos desenvolvidos, parte da atividade econômica assume formas pré-capitalistas, exemplificadas pelo regime da meia ou da terça, pelo qual o proprietário de terras entrega a exploração destas a parceiros em troca de uma parte da colheita.
Outros elementos que caracterizam o capitalismo são a acumulação permanente de capital; a geração de riquezas; o papel essencial desempenhado pelo dinheiro e pelos mercados financeiros; a concorrência, a inovação tecnológica ininterrupta e, nas fases mais avançadas de evolução do sistema, o surgimento e expansão das grandes empresas multinacionais. A divisão técnica do trabalho, ou seja, a especialização do trabalhador em tarefas cada vez mais segmentadas no processo produtivo, é também uma característica importante do modo capitalista de produção, uma vez que proporciona aumento de produtividade. O modelo capitalista também é chamado de economia de mercado ou de livre empresa.
A primeira fase de expansão do capitalismo confunde-se com a revolução industrial, cujo berço foi a Inglaterra, de onde se estendeu aos países da Europa ocidental e, posteriormente, aos Estados Unidos. A evolução do capitalismo industrial foi em grande parte conseqüência do desenvolvimento tecnológico. Por imposição do mercado consumidor os setores de fiação e tecelagem foram os primeiros a usufruir os benefícios do avanço tecnológico. A indústria manufatureira evoluiu para a produção mecanizada, possibilitando a constituição de grandes empresas, nas quais se implantou o processo de divisão técnica do trabalho e a especialização da mão-de-obra.
Ao mesmo tempo em que se desencadeava o surto industrial, construíram-se as primeiras estradas de ferro, introduziu-se a navegação a vapor, inventou-se o telégrafo e implantaram-se novos progressos na agricultura. Sucederam-se as conquistas tecnológicas: o ferro foi substituído pelo aço na fabricação de diversos produtos e passaram a ser empregadas as ligas metálicas; descobriu-se a eletricidade e o petróleo; foram inventadas as máquinas automáticas; melhoraram os sistemas de transportes e comunicações; surgiu a indústria química; foram introduzidos novos métodos de organização do trabalho e de administração de empresas e aperfeiçoaram-se a técnica contábil, o uso da moeda e do crédito.
Na Inglaterra, Adam Smith e seus seguidores desenvolveram sua teoria liberal sobre o capitalismo. Na França, após a revolução de 1789 e as guerras napoleônicas, passou a predominar a ideologia do laissez-faire, ou do liberalismo econômico, que tinha por fundamentos o livre comércio, a abolição de restrições ao comércio internacional, o livre-câmbio, o padrão-ouro e o equilíbrio orçamentário. O liberalismo se assentava no princípio da livre iniciativa, baseado no pressuposto de que a não regulamentação das atividades individuais no campo socioeconômico produziria os melhores resultados na busca do progresso.
A partir da primeira guerra mundial, o quadro do capitalismo mundial sofreu importantes alterações: o mercado internacional restringiu-se; a concorrência americana derrotou a posição das organizações econômicas européias e impôs sua hegemonia inclusive no setor bancário; o padrão-ouro foi abandonado em favor de moedas correntes nacionais, notadamente o dólar americano, e o movimento anticolonialista recrudesceu.
Os Estados Unidos, depois de liderarem a economia capitalista mundial até 1929, foram sacudidos por violenta depressão econômica que abalou toda sua estrutura e também a fé na infalibilidade do sistema. A política do liberalismo foi então substituída pelo New Deal: a intervenção do estado foi implantada em muitos setores da atividade econômica, o ideal do equilíbrio orçamentário deu lugar ao princípio do déficit planejado e adotaram-se a previdência e a assistência sociais para atenuar os efeitos das crises. A progressiva intervenção do estado na economia caracterizou o desenvolvimento capitalista a partir da segunda guerra mundial. Assim, foram criadas empresas estatais, implantadas medidas de protecionismo ou restrição na economia interna e no comércio exterior e aumentada a participação do setor público no consumo e nos investimentos nacionais.
A implantação do modo socialista de produção, a partir de 1917, em um conjunto de países que chegou a abrigar um terço da população da Terra, representou um grande desafio para o sistema de economia de mercado. As grandes nações capitalistas passaram a ver o bloco socialista como inimigo comum, ampliado a partir da segunda guerra mundial com a instauração de regimes comunistas nos países do leste europeu e com a revolução chinesa. Grande parte dos recursos produtivos foi investida na indústria bélica e na exploração do espaço com fins militares. Essa situação perdurou até a desagregação da União Soviética, em 1991, e o início da marcha em direção à economia de mercado em países como a China.
Crítica ao capitalismo: A mais rigorosa crítica ao capitalismo foi feita por Karl Marx, ideólogo alemão que propôs a alternativa socialista para substituir o Capitalismo. Segundo o marxismo, o capitalismo encerra uma contradição fundamental entre o caráter social da produção e o caráter privado da apropriação, que conduz a um antagonismo irredutível entre as duas classes principais da sociedade capitalista: a burguesia e o proletariado (o empresariado e os assalariados).
O caráter social da produção se expressa pela divisão técnica do trabalho, organização metódica existente no interior de cada empresa, que impõe aos trabalhadores uma atuação solidária e coordenada. Apesar dessas características da produção, os meios de produção constituem propriedade privada do capitalista. O produto do trabalho social, portanto, se incorpora a essa propriedade privada. Segundo o marxismo, o que cria valor é a parte do capital investida em força de trabalho, isto é, o capital variável. A diferença entre o capital investido na produção e o valor de venda dos produtos, a mais-valia (lucro), apropriada pelo capitalista, não é outra coisa além de valor criado pelo trabalho.
Segundo os Marxistas, o sistema capitalista não garante meios de subsistência a todos os membros da sociedade. Pelo contrário, é condição do sistema a existência de uma massa de trabalhadores desempregados, que Marx chamou de exército industrial de reserva, cuja função é controlar, pela própria disponibilidade, as reivindicações operárias. O conceito de exército industrial de reserva derruba, segundo os marxistas, os mitos liberais da liberdade de trabalho e do ideal do pleno emprego.
A experiência Marxista: Depois de setenta anos de vigência, e muitas dificuldades internas decorrentes, principalmente, da instalação de burocracias autoritárias no poder, os regimes socialistas não tinham conseguido estabelecer a sociedade justa e de bem-estar que pretendiam seus primeiros ideólogos. A União Soviética, maior potência militar do planeta, exauriu seus recursos na corrida armamentista, mergulhou num irrecuperável atraso tecnológico e finalmente se dissolveu em 1991. A Iugoslávia socialista se fragmentou em sangrentas lutas étnicas e a China abriu-se, cautelosa e progressivamente, para a economia de mercado.
Sistema Comunismo
O Comunismo é um sistema econômico, bem como uma doutrina política e social, cujo objetivo é a criação de uma sociedade sem classes, baseada na propriedade comum dos meios de produção, com a conseqüente abolição da propriedade privada. Segundo esta teoria, no comunismo o Estado passaria a ser desnecessário e seria extinto, sendo substituído por livres associações de produtores.
O Comunismo tenta oferecer uma alternativa aos problemas que são entendidos como inerentes à economia capitalista e ao legado do imperialismo e do nacionalismo. De acordo com a ideologia comunista, a forma para superar esses problemas seria a derrocada da rica burguesia, tida como classe dominante, em prol da classe trabalhadora - ou proletariado – para estabelecer uma sociedade pacífica, livre, sem classes, ou governo.
O pensamento comunista é normalmente considerado parte de um mais amplo movimento socialista, originário nos trabalhos de teóricos da Revolução Industrial e Revolução Francesa, que remontam às obras de Karl Marx. As formas dominantes do comunismo, como o Leninismo, o Trotskismo e o Luxemburguismo, são baseadas no Marxismo; mas versões não-Marxistas do comunismo (como o Comunismo Cristão, e o Anarcocomunismo) também existem e estão crescendo em importância, desde a Queda da União Soviética.
Sistema Socialista
O Socialismo é um sistema sociopolítico caracterizado pela apropriação dos meios de produção pela coletividade. Abolida a propriedade privada destes meios, todos se tornariam trabalhadores, tomando parte na produção, e as desigualdades sociais tenderiam a ser drasticamente reduzidas, uma vez que a produção poderia ser equitativamente distribuída.
No aspecto político o socialismo, ao contrário do que se costuma pensar, não tem um Estado. Isso quer dizer que antes do socialismo a sociedade passa por uma fase chamada de ditadura do proletariado para garantir o domínio da classe proletária sobre as demais (ex.: o feudalismo tinha uma estrutura estatal que garantia o domínio dos senhores feudais; o capitalismo tem uma estrutura estatal que garante o domínio dos proprietários/capitalistas),no entanto, a ditadura do proletariado, ou seja o Estado Operário trabalha no sentindo da sua auto abolição. Segundo Engels, o Estado seria abolido concomitantemente com a abolição das classes e, portanto, na primeira fase da sociedade comunista, chamada de socialismo, não existiria mais Estado. O Estado Operário caracteriza-se pelo domínio dos trabalhadores sobre a burguesia, é o ato revolucionário de expropriação dos meios de produção e quebra da resistência burguesa ao passo que constrói o socialismo e cria as bases para uma sociedade sem classes. Mas, como todo Estado, ele tem formas diferentes de relações entre as diversas instituições.
Segundo Trotsky podemos definir basicamente duas formas de regime num Estado socialista: as democracias operárias e os Estados Operários Burocráticos. As democracias operárias caracterizaram-se pelo alto controle dos trabalhadores sobre a planificação econômica (controle operário); criação de mecanismos de controle pela base; fusão dos poderes executivos e legislativos; revogabilidade permanente dos mandatos, indicados pelos organismos de base; eleição direta via organismos para todos os cargos (inclusive militares), com cláusulas de impedimento de reeleição; separação do Estado e partido; ampla liberdade entre os trabalhadores para expressarem suas posições, à exceção dos casos de sublevação armada.
Os regimes de Estado Operário Burocrático eram caracterizados pelo domínio de uma casta burocrática; supressão, ou manutenção apenas na forma, dos organismos de base; planificação por essa burocracia, sem controle operário; alta hierarquização no serviço público; fusão de Estado e partido; e supressão da liberdade de imprensa. O primeiro pode ser encontrado como experiência histórica em caráter embrionário no processo conhecido como Comuna de Paris, em 1871 e, na revolução espanhola. O segundo, no estado russo a partir da NEP, na República Popular da China, na Coréia do Norte, em Cuba e no Leste Europeu. É interessante observar que os dois regimes não são tão semelhantes como era de se esperar (já que ambos recebem o rótulo de socialistas) e que o Estado Operário Burocrático foi duramente criticado e rechaçado por Trotsky, um conhecido pensador socialista. Esse exemplo serve bem para ilustrar como o pensamento socialista pode tomar formas diferentes e frequentemente conflitantes.
É importante salientar que esta designação não aparece em Marx e já aparecia em Lênin, que antes de morrer reconhecia a URSS como capitalismo de Estado e como uma burocracia forte e nascente.
China e socialismo. Durante as três décadas que se seguiram ao estabelecimento da República Popular da China (RPC), em 1949, parecia que estas palavras estariam juntas para sempre numa unidade inspiradora. A China foi forçada a sofrer a humilhação da derrota na Guerra do Ópio com a Grã-Bretanha em 1840-42 e o tratado de abertura de portos que se seguiu. O povo chinês sofreu não só sob o governo despótico do seu imperador e depois de uma série de senhores da guerra como também sob o peso esmagador do imperialismo, o qual dividiu o país em esferas de influência controladas pelo estrangeiro. Gradualmente, principiando na década de 1920, o Partido Comunista Chinês conduzido por Mao Zedong organizou a resistência popular crescente à dominação estrangeira, à exploração do país e à ditadura de Chiang Kai-shek. O triunfo da revolução sob a liderança do Partido Comunista Chinês chegou finalmente em 1949, quando o partido proclamou que poria um fim não só ao sofrimento do povo como traria um novo futuro democrático baseado na construção do socialismo.
Não pode haver dúvida de que a Revolução Chinesa foi um evento histórico de proporções mundiais e de que tremendas realizações foram alcançadas sob a bandeira do socialismo nas décadas que se seguiram. Contudo, é nossa opinião que esta realidade não deveria cegar-nos para três factos importantes: primeiro, no momento da morte de Mao, em 1976, o povo chinês ainda estava longe de alcançar as promessas do socialismo. Segundo, a partir de 1978 o Partido Comunista Chinês embarcou num processo de reforma com base no mercado que, apesar de alegadamente concebido para revigorar o esforço para a construção do socialismo, conduziu realmente para a direcção oposta e a um grande custo para o povo chinês. E, finalmente, pessoas progressistas por todo o mundo continuam a identificar-se e a tomar como fonte de inspiração desenvolvimentos na China, vendo o rápido crescimento do país orientado para a exportação como a confirmação das virtudes do socialismo de mercado ou a prova de que, sem considerar etiquetas, a activa direcção do Estado da economia pode produzir desenvolvimento com êxito dentro de um sistema capitalista mundial.
quarta-feira, 13 de janeiro de 2010
II Salão Nacional seleciona 145 Boas Práticas Territoriais
A Comissão Organizadora do II Salão Nacional dos Territórios Rurais divulgou, no último dia 7, as 145 Boas Práticas Territoriais que estarão no encontro que reunirá iniciativas de apoio a agricultura familiar e ao desenvolvimento sustentável do meio rural brasileiro, entre 22 e 25 de março, em Brasília (DF). Dentre as iniciativas contempladas na seleção, 74,5% estão vinculadas a 108 Territórios Rurais apoiados pela Secretaria de Desenvolvimento Territorial do Ministério do Desenvolvimento Agrário (SDT/MDA).
Desde a abertura das inscrições, em outubro do ano passado, foram inscritas 394 experiências de 157 Territórios Rurais. Todos os estados, mais o Distrito Federal, enviaram suas boas práticas. “O resultado foi positivo, pois demonstrou entusiasmo dos atores sociais dos territórios em dar visibilidade às suas ações”, avaliou Berenice Silva, membro da Comissão Organizadora do II Salão.
Na primeira edição do evento, em 2006, 90 Boas Práticas Territoriais foram apresentadas. “Esse número também foi considerado alto, pois foi durante a fase inicial da estratégia de desenvolvimento territorial no Brasil”, afirmou Berenice Silva.
A escolha das boas práticas para esta segunda edição foi feita por 27 especialistas em desenvolvimento rural convidados para compor a Comissão de Seleção, que avaliaram as experiências realizadas nas áreas de Fortalecimento da Gestão Social, e das Redes Sociais de Cooperação, Dinamização Econômica, Articulação de Políticas Públicas, Sustentabilidade Ambiental, Comunicação e Informação, Cultura e Identidade e Segurança Alimentar.
O secretário da SDT/MDA, Humberto Oliveira, destacou o papel desempenhado pelos especialistas, “que conduziram de forma transparente o processo seletivo, buscando experiências que pudessem ser aplicadas em outros territórios visando o desenvolvimento sustentável no Brasil Rural”.
Para valorizar as propostas apresentadas pelos territórios, a Comissão do II Salão definiu que, além das 145 Boas Práticas Territoriais escolhidas para se apresentar no II Salão, as outras 249 experiências territoriais inscritas e que não atenderam ao conjunto de critérios estabelecidos na Chamada Pública também vão ganhar visibilidade no evento.
“Se elas foram definidas pelo público dos territórios, certamente existe uma prática inovadora e nós queremos publicar todas”, garantiu Oliveira. De acordo com ele, todas elas serão organizadas em um catálogo de Boas Práticas Territoriais que será disponibilizado no II Salão e servirá de divulgação para a ação de governo em futuros eventos nacionais e internacionais.
Fonte: http://www.mda.gov.br/portal/index/show/index/cod/134/codInterno/23162#
Desde a abertura das inscrições, em outubro do ano passado, foram inscritas 394 experiências de 157 Territórios Rurais. Todos os estados, mais o Distrito Federal, enviaram suas boas práticas. “O resultado foi positivo, pois demonstrou entusiasmo dos atores sociais dos territórios em dar visibilidade às suas ações”, avaliou Berenice Silva, membro da Comissão Organizadora do II Salão.
Na primeira edição do evento, em 2006, 90 Boas Práticas Territoriais foram apresentadas. “Esse número também foi considerado alto, pois foi durante a fase inicial da estratégia de desenvolvimento territorial no Brasil”, afirmou Berenice Silva.
A escolha das boas práticas para esta segunda edição foi feita por 27 especialistas em desenvolvimento rural convidados para compor a Comissão de Seleção, que avaliaram as experiências realizadas nas áreas de Fortalecimento da Gestão Social, e das Redes Sociais de Cooperação, Dinamização Econômica, Articulação de Políticas Públicas, Sustentabilidade Ambiental, Comunicação e Informação, Cultura e Identidade e Segurança Alimentar.
O secretário da SDT/MDA, Humberto Oliveira, destacou o papel desempenhado pelos especialistas, “que conduziram de forma transparente o processo seletivo, buscando experiências que pudessem ser aplicadas em outros territórios visando o desenvolvimento sustentável no Brasil Rural”.
Para valorizar as propostas apresentadas pelos territórios, a Comissão do II Salão definiu que, além das 145 Boas Práticas Territoriais escolhidas para se apresentar no II Salão, as outras 249 experiências territoriais inscritas e que não atenderam ao conjunto de critérios estabelecidos na Chamada Pública também vão ganhar visibilidade no evento.
“Se elas foram definidas pelo público dos territórios, certamente existe uma prática inovadora e nós queremos publicar todas”, garantiu Oliveira. De acordo com ele, todas elas serão organizadas em um catálogo de Boas Práticas Territoriais que será disponibilizado no II Salão e servirá de divulgação para a ação de governo em futuros eventos nacionais e internacionais.
Fonte: http://www.mda.gov.br/portal/index/show/index/cod/134/codInterno/23162#
sábado, 9 de janeiro de 2010
Não Desperdice mais um Ano de sua Vida!
Hermes C. Fernandes
Como administrar algo sobre o qual não temos qualquer controle?
Se você sabe, por exemplo, o quanto vai ganhar no final do mês, você pode fazer um planejamento de gastos, para não se individar, nem ter dificuldades para pagar suas contas. Mas quanto ao tempo, como administrá-lo? Se ao menos soubéssemos quanto tempo ainda nos resta!
É justamente por saber que o futuro é imprevisível, que devemos administrar da melhor maneira o tempo presente.
Do passado, a gente adquire experiência. Do futuro, a gente nutre expectativas. E do presente a gente busca tirar o melhor proveito, para que não tenhamos do que nos arrepender amanhã.
* O Passado
O passado deve ser considerado como um professor, cujas lições devem ser aprendidas e utilizadas no presente e no futuro. Porém, não há como reviver ou recuperar o tempo perdido.
Há algo no passado que deve ser esquecido, deixado para trás. Não devemos, por exemplo, permitir que nossos fracassos passados nos impeçam de tentar novamente. Nem viver reféns da saudade de sucessos passados.
Porém, aprende-se muito, tanto com os acertos, quanto com os erros. Suas lições devem ser constantemente relembradas e aplicadas para se evitar fracassos futuros.
O sábio Salomão nos adverte:
“Não digas: Por que foram os dias passados melhores do que estes? Pois nunca com sabedoria isto perguntarias”.
Eclesiastes 7:10
O saudosismo nos prende a um passado impossível de se reviver. Já a culpa nos prende a um passado impossível de se consertar. Temos que adotar a mesma postura de Paulo ao dizer: “Mas uma coisa faço, e é que, esquecendo-me das coisas que para trás ficam, e avançando para as que estão diante de mim, prossigo para o alvo”(Fp.3:13b-14a).
Se quisermos avançar rumo a um futuro promissor, temos que ser alunos do passado, mas jamais seu refém.
* O Futuro
Nossa relação com o futuro deve ser de planejamento e expectativa. Porém, deve-se ter cuidado para que nosso planejamento não se torne em presunção, e nossa expectativa não se torne em ansiedade. Tiago nos deixa uma importante advertência:
“E agora, vós que dizeis: Hoje ou amanhã iremos a tal cidade, lá passaremos um ano, negociaremos e ganharemos. Ora, não sabeis o que acontecerá amanhã. O que é a vossa vida? É um vapor que aparece por um pouco, e logo se desvanece. Em lugar disso, devíeis dizer: Se o Senhor quiser, viveremos e faremos isto ou aquilo”. Tiago 4:13-15
Portanto, todos os nossos planos devem ser submetidos ao crivo do Senhor. Temos o direito de planejar e de nos preparar para o que virá. Mas não podemos ser presunçosos. “Ao homem pertecem os planos do coração, mas do Senhor procede a resposta da língua” (Pv.16:1). “O coração do homem propõe o seu caminho, mas o Senhor lhe dirige os passos” (Pv.16:9).
É a vontade de Deus que deve sempre prevalecer em nossas vidas.
Antes de executarmos qualquer plano, por melhor que seja, devemos consultar ao Senhor, buscando descobrir o que Lhe é agradável (Ef.5:10).
Alguém já disse que “quem falha em planejar, está planejando falhar”.
Não se pode brincar com o futuro. Pois antes que a gente perceba, ele se torna presente...e, finalmente, passado. Por isso, é melhor planejar, do que sacrificar o que jamais poderemos reaver.
Se Deus fosse contrário ao planejamento, as Escrituras não diriam: “Confia ao Senhor as tuas obras, e os teus planos serão estabelecidos” (Pv.16:3).
Assim como planejamento pode tornar-se presunção, se não o submetermos a Deus, nossas expectativas quanto ao futuro podem tornar-se ansiedade.
Todo ansioso deseja que as coisas ocorram antes do tempo deter-minado. A expectativa é gerada pela certeza de um futuro melhor. A ansiedade é filha das incertezas.
Jesus disse:
“Qual de vós poderá, com as suas preocupações, acrescentar uma única hora ao curso da sua vida? (...) Portanto, não andeis ansiosos pelo dia de amanhã”. Mateus 6:27,34a
A cura para a ansiedade é a fé. É pela fé que sabemos que “tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo o propósito debaixo do céu” (Ecl.3:1). Portanto, não adianta tentar apressar as coisas. No tempo certo determinado por Deus, elas acontecerão.
Pedro declara em sua epístola:
“Humilhai-vos, portanto, debaixo da potente mão de Deus, para que a seu tempo vos exalte. Lançai sobre ele toda a vossa ansiedade, porque ele tem cuidado de vós”. 1 Pedro 5:6-7
Assim como há um tempo para a humilhar-nos perante Deus, há o tempo de sermos exaltados por Ele.
* Vivendo o Hoje
O salmista afirma: “Todos os dias que foram ordenados para mim, no teu livro foram escritos quando nenhum deles havia ainda” (Sl.139:16b). O Senhor conhece o futuro tão bem quanto o presente e o passado. Nossos dias já foram previamente ordenados.
Porém, isso não significa que devemos viver pródiga e irresponsavelmente. Lembremo-nos que “Deus pede conta do que passou” (Ec.3:15b).
Assim como fazemos com os recursos financeiros, devemos “contabilizar” o tempo. Deveríamos fazer a mesma oração do salmista: “Ensina-nos a contar os nossos dias de tal maneira que alcancemos coração sábio” (Sl.90:12). Neste texto “contar” significa “contabilizar” ou “administrar”. Portanto, temos que aprender a administrar nossos dias, a fim de que nos tornemos sábios.
O tempo não nos foi dado para ser gasto, mas para ser aproveitado. Tempo gasto é tempo disperdiçado com atividades infrutíferas ou danosas. Tempo aproveitado é aquele em que usamos cada oportunidade para fazer o bem.
“E não nos cansemos de fazer o bem, pois a seu tempo ceifaremos, se não houvermos desfalecido. Então, enquanto temos oportunidade, façamos o bem a todos, mas principalmente aos da família da fé”. Gálatas 6:9-10
É triste olhar para trás, e verificar o quanto tempo já disperdiçamos.
Quando jovens, achamos que temos todo o tempo do mundo, e por isso, não nos preocupamos e aproveitá-lo bem.
Observe o conselho que a Bíblia dá aos mais jovens:
“Lembra-te do teu Criador nos dias da tua mocidade, antes que venham os maus dias, e cheguem os anos dos quais venhas a dizer: Não tenho neles contentamento”.
Eclesiastes 12:1
Quando menos esperamos, a velhice chega, e nosso tempo neste mundo se abrevia.
Infelizmente, muitos parecem estar dormindo, e com isso, estão “matando” o tempo. Para esses, vale a recomendação de Paulo: “E fazei isto, conhecendo o tempo. Já é hora de despertarmos do sono” (Rm.13:11a).
Quem mata o tempo, pode estar ferindo a eternidade.
Em outras palavras, a maneira como gastamos nosso tempo, vai determinar o galardão que receberemos na eternidade.
Afinal, “todos devemos comparecer perante o tribunal de Crsito, para que cada um receba segundo o que tiver feito por meio do corpo, ou bem, ou mal” (2 Co.5:10).
“Portanto” recomenda o apóstolo, “vede prudentemente como andais, não como néscios, mas como sábios, remindo o tempo” (Ef.5:15-16a).
Como administrar algo sobre o qual não temos qualquer controle?
Se você sabe, por exemplo, o quanto vai ganhar no final do mês, você pode fazer um planejamento de gastos, para não se individar, nem ter dificuldades para pagar suas contas. Mas quanto ao tempo, como administrá-lo? Se ao menos soubéssemos quanto tempo ainda nos resta!
É justamente por saber que o futuro é imprevisível, que devemos administrar da melhor maneira o tempo presente.
Do passado, a gente adquire experiência. Do futuro, a gente nutre expectativas. E do presente a gente busca tirar o melhor proveito, para que não tenhamos do que nos arrepender amanhã.
* O Passado
O passado deve ser considerado como um professor, cujas lições devem ser aprendidas e utilizadas no presente e no futuro. Porém, não há como reviver ou recuperar o tempo perdido.
Há algo no passado que deve ser esquecido, deixado para trás. Não devemos, por exemplo, permitir que nossos fracassos passados nos impeçam de tentar novamente. Nem viver reféns da saudade de sucessos passados.
Porém, aprende-se muito, tanto com os acertos, quanto com os erros. Suas lições devem ser constantemente relembradas e aplicadas para se evitar fracassos futuros.
O sábio Salomão nos adverte:
“Não digas: Por que foram os dias passados melhores do que estes? Pois nunca com sabedoria isto perguntarias”.
Eclesiastes 7:10
O saudosismo nos prende a um passado impossível de se reviver. Já a culpa nos prende a um passado impossível de se consertar. Temos que adotar a mesma postura de Paulo ao dizer: “Mas uma coisa faço, e é que, esquecendo-me das coisas que para trás ficam, e avançando para as que estão diante de mim, prossigo para o alvo”(Fp.3:13b-14a).
Se quisermos avançar rumo a um futuro promissor, temos que ser alunos do passado, mas jamais seu refém.
* O Futuro
Nossa relação com o futuro deve ser de planejamento e expectativa. Porém, deve-se ter cuidado para que nosso planejamento não se torne em presunção, e nossa expectativa não se torne em ansiedade. Tiago nos deixa uma importante advertência:
“E agora, vós que dizeis: Hoje ou amanhã iremos a tal cidade, lá passaremos um ano, negociaremos e ganharemos. Ora, não sabeis o que acontecerá amanhã. O que é a vossa vida? É um vapor que aparece por um pouco, e logo se desvanece. Em lugar disso, devíeis dizer: Se o Senhor quiser, viveremos e faremos isto ou aquilo”. Tiago 4:13-15
Portanto, todos os nossos planos devem ser submetidos ao crivo do Senhor. Temos o direito de planejar e de nos preparar para o que virá. Mas não podemos ser presunçosos. “Ao homem pertecem os planos do coração, mas do Senhor procede a resposta da língua” (Pv.16:1). “O coração do homem propõe o seu caminho, mas o Senhor lhe dirige os passos” (Pv.16:9).
É a vontade de Deus que deve sempre prevalecer em nossas vidas.
Antes de executarmos qualquer plano, por melhor que seja, devemos consultar ao Senhor, buscando descobrir o que Lhe é agradável (Ef.5:10).
Alguém já disse que “quem falha em planejar, está planejando falhar”.
Não se pode brincar com o futuro. Pois antes que a gente perceba, ele se torna presente...e, finalmente, passado. Por isso, é melhor planejar, do que sacrificar o que jamais poderemos reaver.
Se Deus fosse contrário ao planejamento, as Escrituras não diriam: “Confia ao Senhor as tuas obras, e os teus planos serão estabelecidos” (Pv.16:3).
Assim como planejamento pode tornar-se presunção, se não o submetermos a Deus, nossas expectativas quanto ao futuro podem tornar-se ansiedade.
Todo ansioso deseja que as coisas ocorram antes do tempo deter-minado. A expectativa é gerada pela certeza de um futuro melhor. A ansiedade é filha das incertezas.
Jesus disse:
“Qual de vós poderá, com as suas preocupações, acrescentar uma única hora ao curso da sua vida? (...) Portanto, não andeis ansiosos pelo dia de amanhã”. Mateus 6:27,34a
A cura para a ansiedade é a fé. É pela fé que sabemos que “tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo o propósito debaixo do céu” (Ecl.3:1). Portanto, não adianta tentar apressar as coisas. No tempo certo determinado por Deus, elas acontecerão.
Pedro declara em sua epístola:
“Humilhai-vos, portanto, debaixo da potente mão de Deus, para que a seu tempo vos exalte. Lançai sobre ele toda a vossa ansiedade, porque ele tem cuidado de vós”. 1 Pedro 5:6-7
Assim como há um tempo para a humilhar-nos perante Deus, há o tempo de sermos exaltados por Ele.
* Vivendo o Hoje
O salmista afirma: “Todos os dias que foram ordenados para mim, no teu livro foram escritos quando nenhum deles havia ainda” (Sl.139:16b). O Senhor conhece o futuro tão bem quanto o presente e o passado. Nossos dias já foram previamente ordenados.
Porém, isso não significa que devemos viver pródiga e irresponsavelmente. Lembremo-nos que “Deus pede conta do que passou” (Ec.3:15b).
Assim como fazemos com os recursos financeiros, devemos “contabilizar” o tempo. Deveríamos fazer a mesma oração do salmista: “Ensina-nos a contar os nossos dias de tal maneira que alcancemos coração sábio” (Sl.90:12). Neste texto “contar” significa “contabilizar” ou “administrar”. Portanto, temos que aprender a administrar nossos dias, a fim de que nos tornemos sábios.
O tempo não nos foi dado para ser gasto, mas para ser aproveitado. Tempo gasto é tempo disperdiçado com atividades infrutíferas ou danosas. Tempo aproveitado é aquele em que usamos cada oportunidade para fazer o bem.
“E não nos cansemos de fazer o bem, pois a seu tempo ceifaremos, se não houvermos desfalecido. Então, enquanto temos oportunidade, façamos o bem a todos, mas principalmente aos da família da fé”. Gálatas 6:9-10
É triste olhar para trás, e verificar o quanto tempo já disperdiçamos.
Quando jovens, achamos que temos todo o tempo do mundo, e por isso, não nos preocupamos e aproveitá-lo bem.
Observe o conselho que a Bíblia dá aos mais jovens:
“Lembra-te do teu Criador nos dias da tua mocidade, antes que venham os maus dias, e cheguem os anos dos quais venhas a dizer: Não tenho neles contentamento”.
Eclesiastes 12:1
Quando menos esperamos, a velhice chega, e nosso tempo neste mundo se abrevia.
Infelizmente, muitos parecem estar dormindo, e com isso, estão “matando” o tempo. Para esses, vale a recomendação de Paulo: “E fazei isto, conhecendo o tempo. Já é hora de despertarmos do sono” (Rm.13:11a).
Quem mata o tempo, pode estar ferindo a eternidade.
Em outras palavras, a maneira como gastamos nosso tempo, vai determinar o galardão que receberemos na eternidade.
Afinal, “todos devemos comparecer perante o tribunal de Crsito, para que cada um receba segundo o que tiver feito por meio do corpo, ou bem, ou mal” (2 Co.5:10).
“Portanto” recomenda o apóstolo, “vede prudentemente como andais, não como néscios, mas como sábios, remindo o tempo” (Ef.5:15-16a).
quinta-feira, 7 de janeiro de 2010
Moeda – Uma viagem no tempo
Os avanços tecnológicos provocaram mudanças nas formas de pagamento e a moeda metálica evoluiu para a moeda virtual. Este artigo busca analisar e organizar os fatos que caracterizaram essa evolução e provocar a imaginação do leitor a prever novas formas possíveis de usufruir, através do poder de compra, de todas as conquistas do homem moderno, minimizando riscos, economizando tempo e otimizando recursos.
A origem da moeda
Antes de surgir a moeda, as transações comerciais eram realizadas através de um sistema chamado de escambo, que consistia na troca de um produto por outro. O depósito de alguns bens para atender as necessidades das sociedades primitivas, no caso, animais (bois, cavalos, porcos, etc.), vegetais (tabaco, arroz, etc.) e minerais (sal, conchas, etc.) fez surgir a mercadoria moeda como intermediária nas trocas. O elemento comum desses bens era a sua capacidade, em determinados momentos e lugares, de ser aceito como meio de pagamento.
Da mercadoria moeda evoluímos para a moeda metálica. Porém, o crescimento da quantidade de moedas metálicas em circulação acabou dificultando o manuseio e sua transferência entre os comerciantes.
Além disso, a utilização de metais como o ouro gerava a necessidade de verificar o teor do metal utilizado, em operações bastante demoradas. Para facilitar essas operações, os ourives passaram a depositar o dinheiro em bancos, recebendo certificados de depósitos, com a promessa de devolução, ao portador, da quantia entregue. Surgiu então a moeda papel e, com ela, o sistema de câmbio fixo que teve como base de troca o ouro. Esse padrão-ouro vigorou por mais de um século. Após a Segunda Guerra Mundial, passou a vigorar o padrão-dólar. Esse sistema perdeu sua estabilidade em 1973 em função de ondas especulativas contra o dólar dos Estados Unidos e da crise do petróleo. Atualmente, o lastro da moeda é definido por reservas e outras variáveis que determinam o seu real poder aquisitivo.
Sistema de Pagamentos
O sistema de pagamentos compreende o conjunto de procedimentos, regras, instrumentos e sistemas operacionais integrados, usados para transferir fundos do pagador para o recebedor e, com isso, encerrar uma obrigação de pagamento, interligando, dessa maneira, o setor real da economia com as instituições financeiras e o Banco Central. É um potencial propagador de risco sistêmico e, quando não devidamente desenhado, impede que este seja controlado e compartilhado de forma eficaz.
Ao observarmos a evolução do sistema de pagamentos, podemos entender melhor as funções da moeda e as formas que ela tem tomado com o passar do tempo. Os ativos de papel, como cheques e dinheiro, começaram a ser usados no sistema de pagamentos e passaram a ser vistos como moeda. Saber para onde o sistema de pagamentos está indo tem importância para entender como a moeda será definida no futuro. O Brasil promoveu, em 2002, a maior mudança no sistema dos últimos 20 anos. Na ocasião, definiu o papel do Banco Central, adotou base legal e regulamentar adequada e implementou o novo Sistema de Pagamentos Brasileiro que permitiu a observância às recomendações e boas práticas internacionais. Essa mudança possibilitou a manutenção da estabilidade do sistema financeiro com a mínima utilização de recursos públicos, oferecendo ao cidadão brasileiro um sistema mais seguro, eficiente e barato.
Formas atuais de pagamentos
Os avanços tecnológicos ampliaram exponencialmente as possibilidades de efetuar o pagamento para comprar mercadorias e serviços. Alguns exemplos: • A “carteira virtual” já é uma realidade no Japão, com mais de 50 milhões de usuários. Nos EUA, são 9 milhões os que utilizam o sistema. O Edy, nome desse novo serviço, armazena os cartões de débito e de crédito em um chip integrado ao celular. O Japão já pavimentou o caminho para esse ser o padrão de pagamento no futuro, de acordo com relato da agência Reuters.
Até 2013, espera-se que 700 milhões de pessoas no mundo tenham abandonado a carteira de bolso e estejam utilizando esse “dinheiro-celular”.
• O USAA , banco privado e companhia de seguros dos EUA, permite que seus clientes fotografem os dois lados de um cheque para depositá-lo usando o seu iPhone. Apertado o botão de enviar, o depósito é feito normalmente e o usuário nem tem que enviar o cheque pelo correio. Como tudo será processado eletronicamente, o banco sugere que os clientes simplesmente rasurem o cheque antes de arquivar ou descartar.
• No mundo virtual e nas redes sociais conectadas aos computadores, estão sendo criadas moedas que permitem comprar e vender bens virtuais. São alguns exemplos o Project Entropia Dollar (PED) do Planet Calypso, um mundo de jogos em tempo real chamado Universo Entropia, ou o Second Life, uma das maiores economias virtuais dos Estados Unidos, cujo volume de transações deve crescer 39% em 2009 e chegar a US$ 500 milhões, desempenho bem melhor do que o da economia real.
• O pagamento antecipado é uma modalidade que cresce e diminui os riscos das partes envolvidas, podendo ser utilizado para comprar música, vídeos, jogos, créditos de telefonia e, em algumas circunstâncias, energia e gás. Com o cartão podemos evitar situações de inadimplência e risco de crédito.
Além das soluções tecnológicas, surgiram novas versões do escambo que têm sido bastante utilizadas como formas de pagamento. Para exemplificar, temos o caso da empresa Argent Trading, no mercado há 50 anos, que se especializou em negociar ativos financeiros problemáticos, numa operação chamada bartering (permuta, escambo). Nessa operação, emite APCs - Asset Purchase Credit (crédito de compra de ativos), uma moeda própria que será utilizada na compra de novos ativos para a empresa que vendeu ativos parados, como inventários excedentes, linhas de produtos descontinuados, mercadorias sazonais, pedidos cancelados, bens de capital, capacidades ociosas, equipamentos industriais, veículos de locomoção e transporte, imóveis, contas a receber de giro lento, etc. A operação mais conhecida dessa empresa no Brasil aconteceu quando da compra da Kolynos pela Colgate, que lançou o creme dental Sorriso com os mesmos traços da marca Kolynos. Na ocasião, os órgãos de defesa do consumidor apreenderam os estoques do produto, 23 milhões de tubos de creme dental. A Argent Trading os adquiriu e revendeu, com permissão da Colgate internacional, em países como Turquia, Rússia, Egito e Taiti. O pagamento foi feito com matéria-prima, transporte e embalagens.
Alguns definem esse tipo de operação como “trading multilateral”, e são muitos os exemplos de operações semelhantes que economizam impostos, tarifas de câmbio e outros custos indiretos, minimizando perdas e melhorando a rentabilidade dos negócios. Nesse tópico, a lista de exemplos é extensa. Temos, para citar mais um, as comunidades em geral que criam moeda própria (pode até ser sob a forma de cédulas) como créditos que permitem a permuta de serviços (consulta médica em troca de serviços de eletricista) ou permuta de mercadorias por serviços (um frango ou leitão por uma consulta médica).
Formas futuras de pagamento
Para concluir este artigo, fazemos um exercício de imaginação, listando algumas possíveis formas futuras de moeda:
• Moeda Informação – informação organizada e analisada tem cada vez mais valor para os países e empresas.
• Moeda Energia – a grande maioria das tecnologias depende da geração de energia.
• Moeda Água – bem essencial para nossa sobrevivência. Haverá suficiente para todos?
• Moeda Tempo – o tempo está cada vez mais escasso. A tendência é desenvolvermos formas de economizá-lo ou de utilizá-lo como moeda negociável.
• Moeda Ar – o ar que respiramos virou moeda considerando os créditos de carbono que são negociados e as iniciativas das empresas poluentes em pagar para resgatar sua credibilidade e responsabilidade social. Trocas nessa área podem começar a ser exigidas pelos órgãos reguladores e incentivos, oferecidos para aumentar a sua aplicação.
• Moeda Órgãos – embora este seja um comércio proibido, a fila para receber doação de órgãos, células e tecidos humanos é um exemplo de negociações que podem ser realizadas para salvar vidas.
As mudanças nas formas e nos meios de pagamento buscam facilitar a vida das pessoas, aumentar a segurança e diminuir os custos das transações, além de garantir liquidez às operações. A unificação das moedas nos grandes blocos econômicos é um exemplo dessa preocupação.
É interessante observar que, apesar das mudanças acontecidas nos meios de pagamento por conta da tecnologia da informação, o escambo, primeira forma de troca comercial estabelecida nas sociedades chamadas primitivas, é hoje uma prática comum no mundo globalizado e tende a aumentar, se levarmos em consideração os ciclos da economia internacional.
Paulo Mauger
Graduado em Administração pela UNB, Mestre em Ciências de Administração de Empresas, Especialista em Finanças Públicas pela COPPEAD/UFRJ. É coordenador da disciplina Mercado de Capitais da Faculdade AIEC e diretor de Administração da Escola Superior de Administração Fazendária ESAF do Ministério da Fazenda.
A origem da moeda
Antes de surgir a moeda, as transações comerciais eram realizadas através de um sistema chamado de escambo, que consistia na troca de um produto por outro. O depósito de alguns bens para atender as necessidades das sociedades primitivas, no caso, animais (bois, cavalos, porcos, etc.), vegetais (tabaco, arroz, etc.) e minerais (sal, conchas, etc.) fez surgir a mercadoria moeda como intermediária nas trocas. O elemento comum desses bens era a sua capacidade, em determinados momentos e lugares, de ser aceito como meio de pagamento.
Da mercadoria moeda evoluímos para a moeda metálica. Porém, o crescimento da quantidade de moedas metálicas em circulação acabou dificultando o manuseio e sua transferência entre os comerciantes.
Além disso, a utilização de metais como o ouro gerava a necessidade de verificar o teor do metal utilizado, em operações bastante demoradas. Para facilitar essas operações, os ourives passaram a depositar o dinheiro em bancos, recebendo certificados de depósitos, com a promessa de devolução, ao portador, da quantia entregue. Surgiu então a moeda papel e, com ela, o sistema de câmbio fixo que teve como base de troca o ouro. Esse padrão-ouro vigorou por mais de um século. Após a Segunda Guerra Mundial, passou a vigorar o padrão-dólar. Esse sistema perdeu sua estabilidade em 1973 em função de ondas especulativas contra o dólar dos Estados Unidos e da crise do petróleo. Atualmente, o lastro da moeda é definido por reservas e outras variáveis que determinam o seu real poder aquisitivo.
Sistema de Pagamentos
O sistema de pagamentos compreende o conjunto de procedimentos, regras, instrumentos e sistemas operacionais integrados, usados para transferir fundos do pagador para o recebedor e, com isso, encerrar uma obrigação de pagamento, interligando, dessa maneira, o setor real da economia com as instituições financeiras e o Banco Central. É um potencial propagador de risco sistêmico e, quando não devidamente desenhado, impede que este seja controlado e compartilhado de forma eficaz.
Ao observarmos a evolução do sistema de pagamentos, podemos entender melhor as funções da moeda e as formas que ela tem tomado com o passar do tempo. Os ativos de papel, como cheques e dinheiro, começaram a ser usados no sistema de pagamentos e passaram a ser vistos como moeda. Saber para onde o sistema de pagamentos está indo tem importância para entender como a moeda será definida no futuro. O Brasil promoveu, em 2002, a maior mudança no sistema dos últimos 20 anos. Na ocasião, definiu o papel do Banco Central, adotou base legal e regulamentar adequada e implementou o novo Sistema de Pagamentos Brasileiro que permitiu a observância às recomendações e boas práticas internacionais. Essa mudança possibilitou a manutenção da estabilidade do sistema financeiro com a mínima utilização de recursos públicos, oferecendo ao cidadão brasileiro um sistema mais seguro, eficiente e barato.
Formas atuais de pagamentos
Os avanços tecnológicos ampliaram exponencialmente as possibilidades de efetuar o pagamento para comprar mercadorias e serviços. Alguns exemplos: • A “carteira virtual” já é uma realidade no Japão, com mais de 50 milhões de usuários. Nos EUA, são 9 milhões os que utilizam o sistema. O Edy, nome desse novo serviço, armazena os cartões de débito e de crédito em um chip integrado ao celular. O Japão já pavimentou o caminho para esse ser o padrão de pagamento no futuro, de acordo com relato da agência Reuters.
Até 2013, espera-se que 700 milhões de pessoas no mundo tenham abandonado a carteira de bolso e estejam utilizando esse “dinheiro-celular”.
• O USAA , banco privado e companhia de seguros dos EUA, permite que seus clientes fotografem os dois lados de um cheque para depositá-lo usando o seu iPhone. Apertado o botão de enviar, o depósito é feito normalmente e o usuário nem tem que enviar o cheque pelo correio. Como tudo será processado eletronicamente, o banco sugere que os clientes simplesmente rasurem o cheque antes de arquivar ou descartar.
• No mundo virtual e nas redes sociais conectadas aos computadores, estão sendo criadas moedas que permitem comprar e vender bens virtuais. São alguns exemplos o Project Entropia Dollar (PED) do Planet Calypso, um mundo de jogos em tempo real chamado Universo Entropia, ou o Second Life, uma das maiores economias virtuais dos Estados Unidos, cujo volume de transações deve crescer 39% em 2009 e chegar a US$ 500 milhões, desempenho bem melhor do que o da economia real.
• O pagamento antecipado é uma modalidade que cresce e diminui os riscos das partes envolvidas, podendo ser utilizado para comprar música, vídeos, jogos, créditos de telefonia e, em algumas circunstâncias, energia e gás. Com o cartão podemos evitar situações de inadimplência e risco de crédito.
Além das soluções tecnológicas, surgiram novas versões do escambo que têm sido bastante utilizadas como formas de pagamento. Para exemplificar, temos o caso da empresa Argent Trading, no mercado há 50 anos, que se especializou em negociar ativos financeiros problemáticos, numa operação chamada bartering (permuta, escambo). Nessa operação, emite APCs - Asset Purchase Credit (crédito de compra de ativos), uma moeda própria que será utilizada na compra de novos ativos para a empresa que vendeu ativos parados, como inventários excedentes, linhas de produtos descontinuados, mercadorias sazonais, pedidos cancelados, bens de capital, capacidades ociosas, equipamentos industriais, veículos de locomoção e transporte, imóveis, contas a receber de giro lento, etc. A operação mais conhecida dessa empresa no Brasil aconteceu quando da compra da Kolynos pela Colgate, que lançou o creme dental Sorriso com os mesmos traços da marca Kolynos. Na ocasião, os órgãos de defesa do consumidor apreenderam os estoques do produto, 23 milhões de tubos de creme dental. A Argent Trading os adquiriu e revendeu, com permissão da Colgate internacional, em países como Turquia, Rússia, Egito e Taiti. O pagamento foi feito com matéria-prima, transporte e embalagens.
Alguns definem esse tipo de operação como “trading multilateral”, e são muitos os exemplos de operações semelhantes que economizam impostos, tarifas de câmbio e outros custos indiretos, minimizando perdas e melhorando a rentabilidade dos negócios. Nesse tópico, a lista de exemplos é extensa. Temos, para citar mais um, as comunidades em geral que criam moeda própria (pode até ser sob a forma de cédulas) como créditos que permitem a permuta de serviços (consulta médica em troca de serviços de eletricista) ou permuta de mercadorias por serviços (um frango ou leitão por uma consulta médica).
Formas futuras de pagamento
Para concluir este artigo, fazemos um exercício de imaginação, listando algumas possíveis formas futuras de moeda:
• Moeda Informação – informação organizada e analisada tem cada vez mais valor para os países e empresas.
• Moeda Energia – a grande maioria das tecnologias depende da geração de energia.
• Moeda Água – bem essencial para nossa sobrevivência. Haverá suficiente para todos?
• Moeda Tempo – o tempo está cada vez mais escasso. A tendência é desenvolvermos formas de economizá-lo ou de utilizá-lo como moeda negociável.
• Moeda Ar – o ar que respiramos virou moeda considerando os créditos de carbono que são negociados e as iniciativas das empresas poluentes em pagar para resgatar sua credibilidade e responsabilidade social. Trocas nessa área podem começar a ser exigidas pelos órgãos reguladores e incentivos, oferecidos para aumentar a sua aplicação.
• Moeda Órgãos – embora este seja um comércio proibido, a fila para receber doação de órgãos, células e tecidos humanos é um exemplo de negociações que podem ser realizadas para salvar vidas.
As mudanças nas formas e nos meios de pagamento buscam facilitar a vida das pessoas, aumentar a segurança e diminuir os custos das transações, além de garantir liquidez às operações. A unificação das moedas nos grandes blocos econômicos é um exemplo dessa preocupação.
É interessante observar que, apesar das mudanças acontecidas nos meios de pagamento por conta da tecnologia da informação, o escambo, primeira forma de troca comercial estabelecida nas sociedades chamadas primitivas, é hoje uma prática comum no mundo globalizado e tende a aumentar, se levarmos em consideração os ciclos da economia internacional.
Paulo Mauger
Graduado em Administração pela UNB, Mestre em Ciências de Administração de Empresas, Especialista em Finanças Públicas pela COPPEAD/UFRJ. É coordenador da disciplina Mercado de Capitais da Faculdade AIEC e diretor de Administração da Escola Superior de Administração Fazendária ESAF do Ministério da Fazenda.
domingo, 3 de janeiro de 2010
A corrida contra o Tempo
A corrida contra o Tempo
Hoje, uma das características marcantes nas pessoas é o imediatismo. Todos têm pressa. Pressa de ficar rico, de adquirir coisas, de realizar seus sonhos, pressa de viver. Parece que até o tempo está com pressa.
Lembro-me da minha infância em uma cidade pequena do interior de Minas Gerais, sem televisão, sem internet, sem condução (só passava o trem duas vezes por dia em direções opostas). As notícias vinham do Rio de Janeiro, através de O Jornal, e chegavam com dois ou três dias de atraso. A vida caminhava pachorrenta, sem pressa de passar...
Parece que o tempo rendia mais. Meu pai tinha padaria e trabalhava durante o dia e de madrugada também. Durante o dia ele negociava, conversava com amigos, brincava com os filhos e rachava lenha, para aquecer o forno; amassava 120 a 180 kg de farinha manualmente, e de madrugada ele cilindrava a massa manualmente e ainda tinha que encher a caixa d'agua com uma bomba que ele manejava também manualmente. As 5 h da manhã os pães já estavam sendo distribuidos nas janelas e a padaria estava recebendo os primeiros fregueses. Meus irmãos, a partir dos doze anos, ajudavam nas tarefas pesadas e atendiam no balcão; nós, as mulheres, fazíamos, pudins, bolos e todo o tipo de quitutes para vender e também atendíamos no balcão. Minha mãe subia e descia as escadas para assar os quitutes o dia todo. Mas parecia não ter pressa...
Éramos uma família com tempo para conversar, para receber amigos, para passear, para brincar, para ler, para estudar, para adorar a Deus, tínhamos culto doméstico todos os dias, impreterivelmente. Íamos ao culto durante a semana, e, aos domingos de manhã, lembro-me de meu pai de braços dados com minha mãe, caminhando para a Escola Bíblica Dominical, e a gente correndo e saltitando em volta deles. Havia uma regra lá em casa: quem não fosse à Escola Dominical, também não podia passear naquele dia de domingo.
Durante o culto papai ficava nos observando e se conversássemos durante o culto, quando chegávamos em casa ele perguntava sobre os textos bíblicos estudados e se não soubéssemos responder ele dizia: Viu? Estava conversando...
Papai gostava de conversar e era muito aberto para nosso tempo... Gostava que o obedecêssemos por respeito e entendimento. Ele nunca esperou uma obediência cega.
Hoje fico me perguntando. Por que com todos os recursos que temos hoje, nosso tempo nunca é suficiente? Estamos sempre correndo atrás do tempo...
Com um simples telefonema a gente compra, vende e gerencia. Com um simples telefonema cumprimos nosso papel social de cumprimentar as pessoas nas datas especiais, e de "visitá-las" por telefone.
No mundo globalizado as distâncias tornam-se pequenas. Com um simples toque no computador vemos e conversamos com pessoas do outro lado do mundo. Temos condução para todo o lado. E lá na roça, nos lugares mais afastados, as pessoas têm celular, televisão e até internet.
Por que será então que os pais não têm tempo para ensinar os filhos? Por que não temos tempo para curtir nossas relações afetivas? Por que é tão difícil conseguir tempo para o culto doméstico? Por que não temos tempo para a contemplação? Por que nos perdemos das pessoas por falta de tempo?
Isto me faz ter "saudade" da eternidade, quando não seremos mais limitados ou delimitados pelo tempo.
Enquanto escrevo fico pensando se as pessoas terão tempo de ler este texto. Mas se você chegou até o final da leitura, devo dizer que esta preocupação com o tempo, não é inédita e nem atual. Olhando para a Bíblia posso perceber que nossas prioridades é que determinam a qualidade e a rapidez do nosso tempo. Para Habacuque essa correria desenfreada é vã. (Habacuque 2:13) - "Porventura não vem do SENHOR dos Exércitos que os povos trabalhem pelo fogo e os homens se cansem em vão? "
Para o pregador em Eclesiastes, "TUDO tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo o propósito debaixo do céu". (Eclesiastes 9:11) - "Voltei-me, e vi debaixo do sol que não é dos ligeiros a carreira, nem dos fortes a batalha, nem tampouco dos sábios o pão, nem tampouco dos prudentes as riquezas, nem tampouco dos entendidos o favor, mas que o tempo e a oportunidade ocorrem a todos. ".
O tempo e a oportunidade de amar, de criar laços familiares fortes, de servir, de adorar a Deus, de viver em boas obras. Nada, nem os recursos tecnológicos podem nos roubar o tempo de ver nossos filhos crescerem, de curtir nossos relacionamentos afetivos, de parar e contemplar as obras de nosso Deus.
http://cleuzano.blogspot.com/
Hoje, uma das características marcantes nas pessoas é o imediatismo. Todos têm pressa. Pressa de ficar rico, de adquirir coisas, de realizar seus sonhos, pressa de viver. Parece que até o tempo está com pressa.
Lembro-me da minha infância em uma cidade pequena do interior de Minas Gerais, sem televisão, sem internet, sem condução (só passava o trem duas vezes por dia em direções opostas). As notícias vinham do Rio de Janeiro, através de O Jornal, e chegavam com dois ou três dias de atraso. A vida caminhava pachorrenta, sem pressa de passar...
Parece que o tempo rendia mais. Meu pai tinha padaria e trabalhava durante o dia e de madrugada também. Durante o dia ele negociava, conversava com amigos, brincava com os filhos e rachava lenha, para aquecer o forno; amassava 120 a 180 kg de farinha manualmente, e de madrugada ele cilindrava a massa manualmente e ainda tinha que encher a caixa d'agua com uma bomba que ele manejava também manualmente. As 5 h da manhã os pães já estavam sendo distribuidos nas janelas e a padaria estava recebendo os primeiros fregueses. Meus irmãos, a partir dos doze anos, ajudavam nas tarefas pesadas e atendiam no balcão; nós, as mulheres, fazíamos, pudins, bolos e todo o tipo de quitutes para vender e também atendíamos no balcão. Minha mãe subia e descia as escadas para assar os quitutes o dia todo. Mas parecia não ter pressa...
Éramos uma família com tempo para conversar, para receber amigos, para passear, para brincar, para ler, para estudar, para adorar a Deus, tínhamos culto doméstico todos os dias, impreterivelmente. Íamos ao culto durante a semana, e, aos domingos de manhã, lembro-me de meu pai de braços dados com minha mãe, caminhando para a Escola Bíblica Dominical, e a gente correndo e saltitando em volta deles. Havia uma regra lá em casa: quem não fosse à Escola Dominical, também não podia passear naquele dia de domingo.
Durante o culto papai ficava nos observando e se conversássemos durante o culto, quando chegávamos em casa ele perguntava sobre os textos bíblicos estudados e se não soubéssemos responder ele dizia: Viu? Estava conversando...
Papai gostava de conversar e era muito aberto para nosso tempo... Gostava que o obedecêssemos por respeito e entendimento. Ele nunca esperou uma obediência cega.
Hoje fico me perguntando. Por que com todos os recursos que temos hoje, nosso tempo nunca é suficiente? Estamos sempre correndo atrás do tempo...
Com um simples telefonema a gente compra, vende e gerencia. Com um simples telefonema cumprimos nosso papel social de cumprimentar as pessoas nas datas especiais, e de "visitá-las" por telefone.
No mundo globalizado as distâncias tornam-se pequenas. Com um simples toque no computador vemos e conversamos com pessoas do outro lado do mundo. Temos condução para todo o lado. E lá na roça, nos lugares mais afastados, as pessoas têm celular, televisão e até internet.
Por que será então que os pais não têm tempo para ensinar os filhos? Por que não temos tempo para curtir nossas relações afetivas? Por que é tão difícil conseguir tempo para o culto doméstico? Por que não temos tempo para a contemplação? Por que nos perdemos das pessoas por falta de tempo?
Isto me faz ter "saudade" da eternidade, quando não seremos mais limitados ou delimitados pelo tempo.
Enquanto escrevo fico pensando se as pessoas terão tempo de ler este texto. Mas se você chegou até o final da leitura, devo dizer que esta preocupação com o tempo, não é inédita e nem atual. Olhando para a Bíblia posso perceber que nossas prioridades é que determinam a qualidade e a rapidez do nosso tempo. Para Habacuque essa correria desenfreada é vã. (Habacuque 2:13) - "Porventura não vem do SENHOR dos Exércitos que os povos trabalhem pelo fogo e os homens se cansem em vão? "
Para o pregador em Eclesiastes, "TUDO tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo o propósito debaixo do céu". (Eclesiastes 9:11) - "Voltei-me, e vi debaixo do sol que não é dos ligeiros a carreira, nem dos fortes a batalha, nem tampouco dos sábios o pão, nem tampouco dos prudentes as riquezas, nem tampouco dos entendidos o favor, mas que o tempo e a oportunidade ocorrem a todos. ".
O tempo e a oportunidade de amar, de criar laços familiares fortes, de servir, de adorar a Deus, de viver em boas obras. Nada, nem os recursos tecnológicos podem nos roubar o tempo de ver nossos filhos crescerem, de curtir nossos relacionamentos afetivos, de parar e contemplar as obras de nosso Deus.
http://cleuzano.blogspot.com/
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