domingo, 7 de março de 2010

Crise financeira ou do paradigma capitalista?

Meio ambiente, saúde e desenvolvimento sustentável
Henrique Rattner
Crise financeira ou do paradigma capitalista?
Pode parecer um paradoxo falar de desenvolvimento sustentável em meio a uma das mais graves crises que afetaram o sistema capitalista nos últimos cem anos. A crise financeira que estourou em 2008 nos Estados Unidos e de lá se propagou rapidamente a todos os países do mundo, evoca em sua extensão e profundidade a de 1929 que durou dez anos e só foi superada com investimentos maciços em obras públicas dos governos e, em última análise, com a mobilização e o rearmamento de milhões de jovens, em preparação da segunda guerra mundial.
Outras crises típicas do sistema capitalista apontadas em sua dinâmica destrutiva pelos críticos sociais, desde o século XIX, conseguiram queimar ativos financeiros e setores da economia “real”, produtivas, eclodiram em outubro de 1987,com perdas de centenas de bilhões de US$ nos mercados acionários; em 1997, na crise que atingiu os países asiáticos; a crise russa de 1998 e a “bolha da Internet de 2000 que levou à desvalorização de empresas, novamente na ordem de centenas de bilhões de dólares e que se prolongou até 2002.
Entretanto, a atual crise que começou com a quebra de bancos e de empresas do setor imobiliário nos EUA, exigiu pesadas intervenções do Tesouro Nacional e do Federal Reserve Bank, para socorrer as empresas à beira de falência mas, nem assim impediram o alastramento da crise pelo resto do mundo, alimentada por especulações e fuga de capitais para paraísos fiscais.
A crise atual cujos primeiros sinais foram a quebra de bancos e a retração do crédito, segue a trajetória de um ciclo vicioso: falta de crédito, fechamento de empresas, redução da massa salarial e dos rendimentos dos capitalistas, redução do consumo e da demanda por bens e serviços que, por sua vez acelera o processo de demissão de trabalhadores e a falência do sistema produtivo.
Uma ilustração cabal do processo é representada pelo setor automotivo dos EUA. Como explicar a falência das três montadoras, empresas-símbolos da pujança econômica norte americana? A redução no número de compra de veículos não é uma explicação suficiente para os pedidos de ajuda financeira de bilhões de dólares pelos executivos dessas empresas que voaram para a Capital, para implorar a ajuda do Congresso, em plena crise, com jatos particulares pagos pelas empresas. Má gestão? Especulação nos mercados financeiros? Parece mais uma repetição cansativa de um refrão conhecido: Embolso privado dos lucros e socialização das perdas.
Voltamos à crise: desta vez, ela assume proporções globais e nenhum país, nem os BRICs (Brasil, Índia, China e Rússia) conseguem escapar. O desempenho econômico de todos os países no último trimestre de 2008 e no primeiro de 2009, destruiu as expectativas otimistas e revelou seu caráter universal devido a globalização durante as últimas décadas. A crise arrastou bancos, seguradoras, fundos de pensão e , sobretudo, as bolsas de valores.
Assistimos, além da redução drástica de juros, à intervenção dos Bancos Centrais para aliviar a situação dos setores de importação e exportação, gravemente atingidos pela queda da demanda em nível mundial. Devido a queda de atividades produtivas e a falta de crédito, o desemprego aumenta rapidamente em todos os países.
Não se fala mais de desregulação e de responsabilidade fiscal, mas há apelos desesperados para o Estado socorrer e salvar bancos, empresas e aliviar a situação dos mais pobres. A corte da taxa de juros, tanto nos EUA quanto na Inglaterra a níveis inéditos na História, não foi suficiente para impedir a impressão de dinheiro. Mesmo assim, há receios justificados que não será dinheiro suficiente diante o tamanho da crise e da quantidade de ativos “podres” já conhecidos de 1 trilhão de dólares e mais 3 trilhões que devem aparecer nos próximos meses. Apesar dos “pacotes” de ajuda, os PIBs dos países continuam a cair e o desemprego se alastra com a falência de inúmeras pequenas e médias empresas. A crise se manifesta particularmente virulenta nos países dependentes de exportações como o Japão, Taiwan e Coréia do Sul que apresentam perdas no PIB de mais de 10% no último trimestre de 2008.
Após três décadas de reino absoluto das doutrinas neoliberais impostas pelos EUA, o Fundo Monetário Internacional e o Banco Mundial, supostamente, mais eficientes, do que o Estado, volta se a implorar a ajuda do mesmo para salvar as empresas privadas. Nos anos oitenta, a política econômica neoliberal tinha desmontado os controles multilaterais e nacionais sobre os movimentos especulativos do capital transnacional. Agora, diante a insuficiência da baixa da taxa de juros, volta-se ao receituário keynesiano de políticas de fomento do consumo, investimentos e emprego. A gravidade da situação exige medidas de urgência dos governos para reverter as expectativas pessimistas dos agentes econômicos e criar disposição e ânimo para mobilizar o excedente não consumido e investir na produção e na geração de empregos.
A ruína do sistema internacional ou a “desglobalização”
O derretimento dos sistemas financeiros, nacionais e internacional, tem contaminado a economia “real” ou os setores produtivos - a indústria, o comércio e a agricultura. A cada dia surgem novas estimativas sobre a retração do crescimento econômico no mundo. Com a queda dos preços de commodities - petróleo, minérios e produtos agrícolas - o comércio internacional, os transportes marítimos e aéreos encolheram, assim como o turismo para países que dependem dessa fonte de receitas para sua sobrevivência. Nos países em desenvolvimento, a situação piorou devido a redução significativa do fluxo de capitais sob forma de FDI - Foreign Direct Investments. Como no caso do comércio, a desglobalização financeira afeta duramente a todos, embora haja diferenças na profundidade dos impactos. O Extremo Oriente foi menos afetado por dispor de amplas reservas de moeda estrangeira. Somente a China dispõe de quase 2 trilhões de dólares em letras de tesouro norte americanos. Mas, a Europa Oriental e Rússia foram mais duramente atingidos por terem acumulados débitos com bancos estrangeiros e suas contas correntes apresentam déficit assustador.
Investimentos estrangeiros têm diminuído no mundo todo â razão de mais de 30%, sobretudo nos países ricos, como Irlanda, Alemanha, Finlândia e outros que passaram por uma saída líquida de capitais.
Outro aspecto da globalização - a mobilidade da mão de obra - tem sofrido uma queda acentuada. A Organização Internacional de Trabalho estima que o desemprego no mundo, somente no ano de 2009, passará dos 30 milhões, por causa da recessão econômica. Haverá também uma redução drástica de movimentos migratórios que alimentavam o “boom” da construção civil nos EUA (latinos), na Irlanda(polonêses), na Espanha (norte africanos) e na China, cuja população rural que saiu do campo para trabalhar nas indústrias, deverá voltar, com um destino incerto. Isto certamente afetará as remessas de países ricos para os pobres, dos milhões de trabalhadores vindos do sudeste asiático para os países do Golfo Pérsico, jovens africanos que foram para a África do Sul e norte africanos que foram para Espanha, Itália e França, afora de milhões de trabalhadores que saíram da Ásia Central para trabalhar na Rússia e que estão sendo mandados de volta para suas casas.
O grande triunfo da globalização - a construção de cadeias de suprimento de peças e componentes distribuídos em escala global - que resultariam em maior eficiência e lucratividade, está dando sinais de enfraquecimento com o alastramento da recessão econômica e a crise financeira.
A queda generalizada das bolsas no mundo em mais de 50% no último trimestre de 2008, somou perdas de dezenas de trilhões em valores monetários, embora muitos de natureza fictícia. O PMB - Produto Mundial Bruto ou, o total de bens e serviços produzidos em um ano, foi estimado, antes da erupção da crise, em 45 trilhões de US dólares. Entretanto, o valor monetário de papéis em circulação, fonte de derivativos e outras formas de especulação teria alcançado um nível múltiplo , sem qualquer lastro na economia real, da produção e de comércio. O “estouro da bolha” deixou praticamente todas as instituições financeiras e muitas empresas que tinham embarcado na “dança macabra”, sem fundos e reservas suficientes para honrar seus compromissos para com seus clientes. Daí, iniciou se o “circulo vicioso”: Sem crédito, não há produção, demitem se os empregados, cai o consumo, o que resulta em nova retração das atividades econômicas.
A crise do desemprego
Diante da extensão e profundidade da onda de desemprego, em todos os países, os governos estão sendo pressionados para ajudar aos atingidos, da mesma forma como auxiliaram os bancos e outras instituições financeiras. Os impactos mais dolorosos estão sendo sentidos nos países mais pobres onde milhões de trabalhadores que ocuparam posições no fim da cadeia de suprimentos, estão perdendo seus empregos e devem voltar para o mercado informal.
Estimativas do Banco Mundial calculam que mais de 50 milhões de pessoas cairão ao nível abaixo da pobreza, somente neste ano de 2009. Ao mesmo tempo, a onda de protecionismo está se espalhando sob forma de incitar os consumidores de evitar importados e de comprar produtos nacionais. Na França, o presidente Nicolas Sarkozy anunciou o repatriamento de uma fábrica de automóveis da Renault estabelecida na Eslovênia, para gerar pelo menos 400 empregos no país. É imprevisível o desastre que se seguirá à imitação dessa política por outras grandes empresas multinacionais. Por outro lado, os governos parecem incapazes de enfrentar as consequências sociais de um contingente crescente de trabalhadores desempregados.
A perda do emprego deve ser analisada em suas dimensões psico-sociais, políticas e humanas, além dos aspetos econômico - financeiras. Os desempregados perdem não somente o salário ou a renda regular, mas tornam se também alienados, em suas relações produtivas com a comunidade, a família e toda a sociedade. A perda da função social de provedores das necessidades da família resulta em perda da auto estima e, também, do respeito dos outros, inclusive da mulher e dos filhos.
O número crescente de desempregados tende a enfraquecer os laços tradicionais de solidariedade, amparados por sentimentos de identidade e de pertencer, sem os quais as pessoas se sentem abandonados, inseguras, marginalizadas e apreensivas quanto ao seu futuro. Nos casos extremos, tal situação pode levar ao suicídio, como aconteceu nos anos da crise de 1930, na Alemanha e outros países da Europa Central. A dignidade humana, baseada em identidade individual e coletiva, constitui um dos pilares de um convívio social organizado e harmônico e de estabilidade suas instituições. O desemprego torna se, assim, em problema de saúde pública, em suas dimensões físicas - nutrição e assistência médica insuficientes, e psíquicas em consequência de distúrbios de personalidade e de comportamento.
Apelos aos governos para que criem empregos ou defendam os direitos dos trabalhadores contra as novas práticas administrativas, tais como a “reengenharia”, organizações “enxutas” e flexibilização da legislação trabalhista têm pouco ou nenhum efeito sobre a dinâmica de investimentos, fusões ou desmembramentos de unidades produtivas por parte dos conglomerados e empresas transnacionais, cujo objetivo central é a maximização do retorno sobre o capital investido, no prazo mais curto, independentemente dos efeitos sociais negativos. Por isso, inevitavelmente prosseguem os atentados ao meio ambiente, com outros sérios impactos na saúde de toda a população.
Sobre o estado do meio ambiente, neste início de século XXI
Desde a primeira reunião internacional sobre o meio ambiente e desenvolvimento, realizada em Estocolmo, Suécia, em 1972, muitas outras a seguiram: A CNUMAD - Conferência das Nações Unidas sobre o meio ambiente e desenvolvimento, realizada no Rio de Janeiro, em 1992, outra reunião intermitente, também no Rio em 1997 que coincidiu praticamente coma de Kyoto, no Japão e inúmeras outras reuniões, em Johanesburgo, África do Sul e Bali na Indonésia, em fins de 2007 e, mais recentemente, a de Londres que devia preparar a agenda para nova reunião da Convenção do Clima da ON U, a realizar se em dezembro de 2009, em Copenhague, Dinamarca.
Os parcos resultados alcançados nesses 37 anos de reuniões e conferências das quais participaram milhares de delegados, políticos, jornalistas e representantes das ONGs - organizações não governamentais - causam desanimo e desespero naqueles que lutam incansavelmente para salvar o planeta e a humanidade de desastres ecológicos cada vez mais frequentes e violentos.
Mas, tal como na reunião de Kyoto quer procurava fixar metas para a redução de emissões de gases poluentes responsáveis pelo efeito estufa, também nas seguintes não se chegou a um acordo porque os principais países poluidores - os EUA e os BRICs - recusaram se terminantemente a assumir suas responsabilidades para reduzir, nos próximos quinze anos (1997-2012) suas emissões de CO2, NO4, SO2, metano e material particularizado, responsável por doenças respiratórias, sobretudo de crianças e de idosos, destacando se por sua arrogância a delegação norte americana que, devido à sua recusa numa reunião internacional que requer unanimidade na votação, inviabilizou todos os esforços. Em 1997, a Rússia aderiu ao Protocolo e, no final do mesmo ano, a Austrália sob governo trabalhista declarou sua adesão às metas da Convenção. Permanecem fora, por enquanto, os EUA e os três países “emergentes” - China, Índia e Brasil que alegam seu direito de poluir até terem alcançado o nível de desenvolvimento dos países “ricos”. O argumento é frágil no caso do Brasil, cujas queimadas de florestas são responsáveis por aproximadamente 20% das emissões de CO2 no mundo. Vários relatórios publicados nos últimos anos pelo PNUMA - Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente - para facilitar o balanço da saúde ambiental do planeta e orientar os debates sobre os rumos da política ambiental a ser adotada para evitar desastres e seus impactos sobre populações indefesas, apontam os principais problemas:

A concentração de gás carbônico na atmosfera é um dos fatores que provocam o efeito estufa. Apesar de amplamente documentado e reconhecido ma Convenção das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, posteriormente reforçado pelo Protocolo de Kyoto, nenhuma ação concreta foi iniciada, devido à resistência dos EUA. O aumento do aquecimento global terrestre, em razão do aumento de consumo de combustíveis fósseis na produção de aço, cimento, energia termoelétrica e queimadas de biomassas, causou severos danos à camada de ozônio, com severos impactos na saúde das populações afetadas por câncer da pele.
A crescente escassez de água potável: com uma demanda crescente em consequência do aumento da população mundial, do desenvolvimento industrial e da agricultura irrigada, verifica se uma oferta limitada de água potável distribuída de forma muito desigual. Relatórios do PNUMA estimam que 40% da população mundial sofrem de escassez de água, desde a década de 1990. A falta de acesso à água e de saneamento básico tem resultado em centenas de milhões de casos de doenças, provocando mais de cinco milhões de mortos a cada ano.
A degradação de solos por erosão, salinização e o avanço da agricultura irrigada em grande escala, os desmatamentos e a remoção da cobertura vegetal natural, o uso de máquinas pesadas, as monoculturas e o uso de sistemas de irrigação inadequados, além de regimes de propriedade arcaicos, contribuem para a escassez crescente de terras aráveis e assim, a segurança alimentar da população mundial.
A poluição de rios, lagos, zonas costeiras e baías, tem causado degradação ambiental contínua por despejo de volumes crescentes de resíduos e dejetos industriais e orgânicos. O lançamento de esgotos não tratados aumentou dramaticamente nas últimas décadas, com impactos eutróficos severos sobre a fauna, a flora e os próprios seres humanos.
Os desmatamentos contínuos: relatórios do PNUMA estimam uma perda de florestas somente na década dos noventa, de 94.000 km quadrados ou seja, 15.000km quadrados anualmente só no Brasil, descontadas as áreas reflorestadas. Uma das consequências do desmatamento é a perda da biodiversidade, particularmente nas áreas tropicais. Mudanças climáticas, extração predatória de recursos naturais e minerais, transformações no uso do solo estão dizimando a flora e fauna em diversas regiões de mundo.
O crescimento exponencial da população, acompanhado de novos padrões de produção e consumo resulta em enormes quantidades de resíduos tóxicos poluentes com efeitos desastrosos na biodiversidade. Embora não existam dados precisos sobre espécies extintas nas últimas três décadas, o PNUMA estima que 24% (1.183) de espécies mamíferas e 12% (1.130) de aves estariam ameaçados de extinção.
A situação se configura particularmente dramática nas áreas urbanas e metropolitanas nas quais vive quase metade da população mundial, a maioria em condições de alimentação, habitação, saneamento e acesso a facilidades de recreação e lazer cada vez mais precárias. A concentração ininterrupta de desempregados, miseráveis e excluídos nos espaços urbanos caracterizados por desigualdades extremas produz o fenômeno de anomia social - marginalidade, delinquência e narcotráfico que enfraquecem a coesão social e ameaçam a própria governabilidade da sociedade. Um relatório das Nações Unidas estima que aproximadamente 800 milhões de habitantes urbanos vegetam abaixa da linha de pobreza e são extremamente vulneráveis a desastres naturais e mudanças ambientais. Essas mudanças são diretamente responsáveis pela saúde deteriorada e a baixa qualidade devida, sendo a falta de saneamento básico e a poluição do ar responsáveis pela maior parte de doenças e mortes.
Saúde e meio ambiente
Na parte anterior do texto apontamos para alguns dos impactos causados na saúde humana, pela degradação do solo, ar e água, além dos efeitos desastrosos de condições de moradia inadequada e de falta de acesso ao saneamento básico,, sobretudo nas favelas e cortiços nas áreas metropolitanas.
A indústria de mineração e de beneficiamento de minérios e as indústrias petroquímicas, entre outras, são responsáveis pelo despejo ou descarga de resíduos químicos letais (mercúrio, benzeno, enxofre etc.) nos solos e rios, causando impactos muitas vezes irreversíveis na saúde das populações residentes na região. Outra grave ameaça à saúde humana origina se nos produtos alimentícios fornecidos por uma agricultura praticada em larga escala, baseada numa poderosa indústria de agrotóxicos, pesticidas e fertilizantes químicos que contaminam seus produtores e consumidores. Alegando a necessidade de prover alimentos básicos à população crescente concentrada nas áreas urbanas, a agricultura moderna utiliza pesticidas, hormônios e fertilizantes químicos que causam a devastação do meio ambiente, a contaminação dos lençóis freáticos e a deterioração da saúde dos consumidores - elo final da cadeia.
Significativo a respeito é a introdução de transgênicos que, tal como a “revolução verde” nos anos cinquenta, irão resolver os problemas de escassez de alimentos, mas cujos riscos à saúde humana e animal não têm sido pesquisados e avaliados devido às pressões políticas das grandes empresas produtoras. Assim, sua penetração nas áreas de lavouras tem acuado ou eliminado as culturas tradicionais e as variedades genéticas, além de criar uma dependência dos agricultores dessa tecnologia cuja propriedade é concentrada nas mãos de poderosas empresas e oligopólios.
Mas, os impactos mais sérios na saúde humana são produzidos, indubitavelmente, pelas condições de vida, a desigualdade social e a consequente exclusão e marginalidade que atingem dezenas de milhões de brasileiros e centenas de milhões da população mundial. Talvez, por isso, um relatório recente divulgado pela OMS - Organização Mundial de Saúde - em agosto de 2008 e elaborado por um grupo de especialistas com ampla experiência em desenvolvimento e saúde, inicia se com as palavras “Justiça social é um assunto de vida e morte”. O documento concentra se na questão de desigualdade e sua relação com a saúde e conclama os governos a superar o fosso entre ricos e pobres, no período de uma geração. O fosso é configurado pelos extremos de mortalidade infantil e expectativa de vida entre os mais pobres da África, Ásia e América Latina quando comparados aos indicadores das classes média e alta, moradores nas áreas urbanas privilegiadas.
O relatório aponta para fatores sociais, políticos e econômicos que podem determinar …”se uma criança irá crescer e desenvolver seu pleno potencial durante sua vida ou se morrer cedo”… Para reduzir os riscos dessa fatalidade, os especialistas recomendam, entre outras medidas, a melhoria da qualidade de vida, particularmente das mulheres e moças nos países pobres, mediante investimentos em cuidados às crianças, na educação e nas condições de trabalho. Insistem na necessidade de corrigir a distribuição desigual de dinheiro, poder e de outros recursos, por meio de um melhor sistema de governança, apoio à sociedade civil e políticas econômicas mais equitativas.
Outro fator importante para tornar o mundo em um lugar mais justo e saudável para os pobres, seria a transparência nas decisões e o monitoramento dos progressos em programas de eliminação das desigualdades na área de saúde.
O relatório seria apenas uma manifestação louvável de expectativas e de exortação do poder público para empreender políticas de distribuição de renda? Os autores reconhecem que o crescimento econômico tem impacto importante, embora possa levar, como de fato ocorre, à maior desigualdade, sobretudo se não houver políticas públicas para melhorar o nível de saúde das populações mais pobres. Outros fatores não monetários referem à insegurança de emprego que pode levar à angustia e depressão, indicadores de saúde mental afetada.
A vacinação de crianças, a educação sexual de meninas e a informação sobre nutrição adequada às mães podem melhorar o nível de saúde pública. A análise da estrutura dos serviços de saúde dá destaque à cobertura universal do tipo SUS que produziria melhores resultados do que outros modelos, vantagem essa documentada pelos indicadores de saúde de países como Costa Rica e Cuba, superiores aos dos outros países da América Latina, materialmente mais ricos. Também, a posição relativa do ministério da saúde na estrutura de poder e, portanto, a possibilidade de se obter mais verbas, seria outro fator determinante.
No fundo, os problemas de saúde pública têm raízes sistêmicas e interdependentes que refutam e inviabilizam qualquer abordagem linear e cartesiana. Donde se infere que qualquer reducionismo, em se tratar de problemas sociais complexos, se revela estéril e improdutivo. Para intervir nesse cenário desalentador é preciso melhorar os indicadores da eficácia das políticas públicas de saúde, para informar e conscientizar a sociedade civil, organizada e motivada para sua plena participação nas decisões que afetam sua saúde e seu bem estar.
A comprovação empírica de algumas das hipóteses levantadas acima pode ser extraída de duas publicações recentes do Ministério da Saúde do Brasil: Vigilância da Saúde Ambiental - Dados e Indicadores Selecionados - 2006, elaborada sob a coordenação geral de Anamaria Testa Tambellini, e IDB 2007 Brasil - Indicadores e Dados Básicos para a Saúde, editada pela RIPSA - Rede Interagencial para a Saúde. Ministério da Saúde e OPAS - Organização Panamericana de Saúde.
Voltando à sustentabilidade
O conceito de sustentabilidade havia sido cunhado no relatório da Comissão Brundtland, divulgado em 1987, sob o título “Nosso Futuro Comum”. Os representantes dos países concordaram com a elaboração da Agenda 21 na qual se listavam metas e estratégias para os principais obstáculos ao desenvolvimento, desde o nível local, regional, nacional e até internacional. Apesar das críticas formuladas pelos autores, o tom geral era de otimismo e confiança nas políticas propostas para superar os desafios à construção de um mundo sustentável. Para definição de desenvolvimento sustentável foram apontados três critérios: economicamente viável; socialmente equitativo e ecologicamente inofensivo. Ignorava se , na teoria e na prática, a dimensão ética da vida em sociedade, face à dinâmica “perversa” da acumulação e reprodução do capital e seus impactos devastadores na espoliação e alienação dos trabalhadores e dos recursos naturais. O raciocínio que postula a prioridade do crescimento econômico como resposta aos desafios do desenvolvimento é falacioso, pois a cada dia aumentam as dúvidas sobre um modelo de crescimento que beneficie a poucos e traga desgraças para muitos. Em todas as sociedades, as pessoas se tornam angustiadas, frustradas e revoltadas diante da falta de perspectivas e da incapacidade dos governos de atender suas perspectivas de bem estar. O Estado perdeu o monopólio de poder coercitivo para grupos armados envolvidos no tráfico de drogas, de armas ou de jogos ilegais. Entre os defeitos sociais desses processos desestruturadores destaca se a percepção de uma situação de caos, de insegurança, de perda de identidade e assim, o enfraquecimento da solidariedade social. In fere se , portanto, que o conceito de sustentabilidade não pode ser reduzido ao “esverdeamento”, ao ecologicamente coreto e, tampouco, ao economicamente viável (para quem?). Há uma dimensão social e ética que deve ser priorizada, assegurando os direitos humanos e a justiça social para todos. Caberia ao Estado zelar pela “internalização” dos custos sociais e das deseconomias das metrópoles, penalizando seus responsáveis. Entretanto, a estrutura do sistema político não toca nos privilégios das elites, enquanto ignora as necessidades das populações desamparadas.
De pouco adiantará o crescimento econômico se for em setores que consomem matéria prima e fontes energéticas não renováveis, poluem o meio ambiente e deixam resíduos tóxicos de difícil e custoso tratamento. A indagação sobre “como romper o círculo vicioso” nos leva à dimensão política, pouco explorada, dos processos de transformação. Desigualdades geram conflitos e violência - sintomas de sociedades insustentáveis - para conquistar ou distribuir melhor o acesso às posições de mando, ou seja, instaurar um regime mais democrático e solidário. O esgotamento do paradigma de desenvolvimento capitalista, cuja natureza centralizadora e autoritária inviabiliza uma evolução gradual e pacífica para um convívio democrático coloca na pauta a busca de um novo paradigma - uma sociedade democrática e inclusiva, protegida e orientada por um Estado que persiga como seu objetivo a reestruturação da sociedade, de seus espaços urbanos, da economia, do meio ambiente e do convívio social como tarefa central de nossa época. Retomando suas funções de planejamento e orientação das atividades econômicas, o Estado abrirá amplo espaço para todas as iniciativas criativas e inovadoras, individuais e coletivas.
O modelo presente de desenvolvimento do mundo não é sustentável. Mudanças do clima, perda de diversidade ecológica e cultural, pobreza e desigualdade tendem a aumentar a vulnerabilidade da vida humana e dos ecossistemas planetárias. Necessitamos de uma melhor compreensão das interações complexas e dinâmicas entre sociedade e natureza, à luz das relações não lineares, complexas e retro-alimentadoras dos processos observáveis. Pesquisas recentes nas áreas da biologia, astrofísica e computação evidenciam que em situações de caos aparente e de desestruturação, surgem nas bordas do sistema novas formas de organização e interação. O mesmo fenômeno pode ser observado na vida social em situações em que “tudo que é sólido se desmancha no ar”, quando surgem empreendimentos autogestionárias, cooperativas de produção e de consumo, entidades que praticam a economia solidária e outras formas alternativas , capazes de superar a desordem reinante. A organização coletiva - seja nas empresas autogestionárias, seja na agricultura familiar - permite também as manifestações das mais variadas formas de expressão cultural, pelas quais jovens e adultos conseguem romper os grilhões da marginalidade e encontrar um sentido para sua existência.
Até a reunião anual do Fórum Econômico Mundial realizado em Davos, Suíça, com a participação de altos executivos de empresas, políticos e acadêmicos, reconheceu a necessidade de se criar um novo sistema, em vez do capitalismo predatório e injusto. Mas, as propostas não passaram de um modelo que continuaria sendo hierárquico, explorador e polarizador entre ricos e pobres. A proposta alternativa foi proclamada pelo Fórum Social Mundial: Um outro mundo é possível e este será pluralista, democrático e igualitário.


Henrique Rattner

quinta-feira, 4 de março de 2010

Mensagem Espirita

Nasceste no lar que precisava,
Vestistes o corpo físico que merecias,
Moras onde melhor Deus te proporcionou,
De acordo com o teu adiantamento.

Possuis os recursos financeiros coerentes
Com as tuas necessidades, nem mais nem menos, mas o justo para as tuas lutas terrenas.

Teu ambiente de trabalho é o que elegeste espontaneamente para a tua realização.

Teus parentes, amigos são almas que atraíste, com tua própria afinidade.

Portanto, teu destino está constantemente sob teu controle.

Tu escolhes, recolhes, eleges, atrais, buscas, expulsas, modificas tudo aquilo que te rodeia a existência.

Teus pensamentos e vontade são a chave de teus atos e atitudes.

São as fontes de atração e repulsão na tua jornada vivência.

Não reclames nem te faças de vítima.

Antes de tudo, analisa e observa. A mudança está em tuas mãos.

Reprograma a tua meta. Busca o bem e viverás melhor.

Embora ninguém possa voltar atrás e fazer um novo começo,

Qualquer um pode Começar agora e fazer um Novo Fim.

A Nova Era e a Nova Ordem Mundial

A Nova Era e a Nova Ordem MundialConspirações: O Clube dos 300, futurologia sócio-econômica

18.07.2008 -Essa é uma das mais influentes e conceituadas organizações não-governamental do mundo. Fundado em 1968, o Clube de Roma reúne economistas, industriais, banqueiros, chefes-de-estado, líderes políticos e cientistas de vários países para analisar a situação mundial e apresentar previsões e soluções para o futuro.
O primeiro relatório dessa organização foi publicado em 1972 com o título de Os Limites do Crescimento, e, rapidamente, tornou-se um sucesso de vendas. Os profetas do apocalipse sócio-econômico do Clube de Roma vaticinaram que uma crise sem precedentes está para abater sobre o mundo.
Eles apontaram alguns fatores que poderão conduzir a uma crise mundial jamais vista:
ESGOTAMENTO DE RECURSOS NATURAIS – A precisão é de que até o ano 2007 haverá uma queda acentuada nos recursos minerais e hídricos do nosso planeta provocada pela exploração desordenada e gananciosa.
CRISE ENERGÉTICA – A perspectiva é que, em poucas décadas, as fontes de energia como petróleo e carvão se esgotem e a energia hidroelétrica atinja seu ponto de saturação por ser o único meio de obtenção de energia além do sol.
CRESCIMENTO POPULACIONAL – O aumento das populações carentes assusta muito às classes mais altas e pode provocar a escassez de alimentos e o aumento da violência em geral.
ESCASSEZ DE ALIMENTOS – Enquanto diminuem as terras cultiváveis e os estoques de alimentos, o êxodo rural aumenta, gerando o aumento da população urbana com isso uma série de problemas sociais e principalmente o desemprego.
DESEMPREGO EM MASSA – Nessa área as perspectivas são sombrias… O número de vagas de trabalho é muito inferior ao número de jovens que entram na idade de buscar um emprego. Sem falar nas barreiras que são criadas para diminuir o número de candidatos para poucas vagas.
POLUIÇÃO AMBIENTAL – A industrialização do mundo moderno está destruindo rapidamente o meio-ambiente com efeitos sem volta e acima de qualquer previsão. Um dos dirigentes do Clube de Roma, Aurelio Peccei, declarou à imprensa que hoje a humanidade está "mais confusa, mais preocupada, e mais insegura do que há dez anos atrás".
Isso cria um terreno fértil, propício à instalação de um governo totalitário. Foi precisamente numa Alemanha confusa, preocupada e insegura que, há pouco mais de sessenta anos, surgiu uma figura carismática prometendo resolver todos os problemas do país. Adolf Hitler soube aproveitar-se da confusão, preocupação e insegurança geradas no povo alemão pela situação caótica reinante.
Os profetas do Clube de Roma predizem que "ocorrerá um colapso total do nosso sistema mundial entre o início e o meio do século XXI, se não forem tomadas medidas para solucionar os problemas que hoje enfrentamos". Por isso, o Clube de Roma é uma das organizações que mais trabalha em prol da implantação da Nova Ordem Mundial. Aurelio Peccei, afirmou: "Ocorrerá um desastre, e um líder carismático mundial surgirá e, então, dar-se-á início a essa Nova Era." Outro dirigente do Clube de Roma e ativo líder da Nova Era, Benjamim Creme, afirmou que o triângulo é um dos símbolos sagrados desse movimento e representa o Cristo Cósmico que virá.
Como acabamos de ver, o movimento mundial da Nova Era não se trata de uma religião, mas de uma verdadeira conspiração silenciosa que estende seus tentáculos sobre o mundo como um gigantesco e invisível polvo que, aos poucos, vai fechando o cerco , derrubando os obstáculos que se interpõem ao seu objetivo máximo:
A realização do sonho de Lúcifer, de assumir o controle total do mundo através de um governo centralizado no qual o Criador seja apagado da memória da humanidade e ele e o seu sistema de coisas seja o único "Deus" para todos. Será que você está consciente de que o plano para que isso se concretize já está pronto?
O PLANO

Por que John Kennedy foi assassinado? Todo o mecanismo para a execução desse plano de uma arrancada só já está pronto e isso poderá ser feito dentro do curto prazo de uma hora, em todo o território dos EUA. Esse plano é conhecido pelo código de Ordem Executiva 11490.
A ordem para acionar este plano depende apenas da ocasião oportuna, quando o presidente americano declarar estado de emergência. Então, o total controle do governo entrará em vigor a qualquer momento em que houver aumento da tensão internacional ou um colapso do sistema financeiro. Ocorrendo isso, dentro do espaço de uma hora, o governo assumirá imediatamente o controle de:
· Todos os meios de comunicação;
· Todas as centrais elétricas;
· Todas as companhias de petróleo;
· Todos os estoques de alimentos;
· Todos os meios de transporte;
· Todos os setores de saúde, educação e previdência social;
· Todas as instituições financeiras, que poderão trocar todo o dinheiro existente;
· Todos os cidadãos, que serão convocados como servidores do governo e cidadãos do mundo;
· Todas as pessoas serão cadastradas imediatamente pelas agências de Correios.
Essas medidas de exceção, transformadas em lei pela caneta do presidente John Kennedy, assassinado em 1963, conferem ao presidente americano os poderes ilimitados de um ditador. Discursando na Universidade de Columbia, em 1963, o presidente John Kennedy declarou em tom de denúncia: "O alto posto de presidente tem sido usado para alimentar um plano para destruir a liberdade do EUA e, antes que eu deixe o cargo, tenho que colocar os cidadãos a par da situação".
Oito dias depois dessa denúncia, o presidente John Kennedy foi obrigado a assinar a Ordem Executiva 11490. Dois dias depois de assinar a Ordem executiva 11490, o presidente John Kennedy foi assassinado.
Cinco anos mais tarde, quando disputava a eleição para a presidência dos EUA, seu irmão, Bob Kennedy, foi igualmente assassinado. Qualquer semelhança não é mera coincidência. Ainda mais quando lembramos que em 1962, um ano antes do assassinato do presidente, a amante de Kennedy, a atriz Marilyn Monroe, morreu em condições sombrias, vitimada pela ingestão de calmantes.
Além disso, em 1969, um ano após a assassinato do senador Bob Kennedy, seu irmão, o senador Edward Kennedy, que se preparava para concorrer à presidência foi vítima de um acidente de carro no qual morreu sua secretária particular.
Tendo sobrevivido ao acidente, Ted Kennedy viu-se forçado a assumir a culpa por imperícia ao volante, o que resultou na sua desistência de concorrer às eleições presidenciais. Após a morte do presidente Kennedy, sua viúva Jackie, apavorada pela tragédia que se abateu sobre sua vida, temendo pela sua segurança e de seus filhos ainda pequenos, procurou refúgio junto ao armador grego Aristóteles Onassis, um dos homens mais ricos do mundo.
Disposta a sobreviver à trama que havia tirado a vida de John Kennedy e Bob Kennedy, Jackie casou-se com o milionário e partiu para o exílio nas ilhas gregas até que o caso caísse no esquecimento. O plano abrange ainda guerras satanicamente projetadas que os seus pensadores chamam de períodos de transição.
Para eles, guerras são os melhores instrumentos para mudanças rápidas e radicais nas condições sócio-econômicas pois criam novos começos. O grande exemplo disto são o próprio EUA que emergiram após a 2ª Guerra Mundial como a maior nação do Ocidente.
Segundo os especialistas, a terceira e última guerra mundial será deflagrada no Oriente Médio, um barril de pólvora pronto para explodir, constantemente sustentado pelos interesses das sociedades secretas e suas subsidiárias compostas de homens poderosos e iluminados que vêm instigando o ódio entre árabes e judeus durante décadas e, agora, assumem uma posição pacifista francamente favoráveis aos direitos do povo palestino, com o objetivo de transformar Jerusalém na capital de um futuro Estado Palestino, medida que conta com o apoio do Vaticano.
Precisamos dar mais atenção à Palavra de Deus.
Nós já estamos sendo condicionados pela imprensa a aceitar essa transformação mundial como um processo natural, inevitável. Diariamente os jornais, as revistas, o rádio, e a televisão realizam uma verdadeira lavagem cerebral, utilizando termos como Nova Era, Nova Consciência, Nova Mentalidade, Era de Aquário, Nova Ordem Mundial, Terceiro Milênio... Sem falar que os meios de comunicação transmitem mais coisas ruins para nós e para nossos filhos do que informações proveitosas realmente.
Quem detém a informação detém o poder
Cp. 13 Apocalípse: A tecnologia moderna , que está impondo à humanidade mais e mais armas mortíferas e ao mesmo tempo, está formando um mundo cada vez mais interdependente , provoca no homem uma angústia tão grande que estamos prontos para divinizar o primeiro César que surgir e conseguir dar ao mundo um pouco de paz.
O Dr. Ralph Barton Perry disse: " Está em elaboração o governo de um mundo só. Quer gostemos disso ou não. Estamos mudando para um governo de um mundo só".
O cientista Arthur Compton afirmou: " O governo mundial tornou-se inevitável."
O cientista Harold Urey, que ganhou o prêmio Nobel de química, disse:" A única escapatória da destruição total da civilização será um governo mundial."
Deus, o Criador do universo e de todas as coisas, disse: " Tem esses um só pensamento, e o oferecem à besta o poder e a autoridade que possuem." Ap. 17:13.
Deus afirma que, no desenrolar dos últimos lances da história mundial, uma elite do poder irá ser tomada por uma idéia fixa comum à maioria : conceder o poder e autoridade a um indivíduo para que posso dominar sobre a Terra. Foi exatamente o que acabamos de ler nas citações desses sábios.
A expressão Nova Ordem mundial, nada mais é que a senha para o governo mundial único. A tendência hoje é a concentração de grande blocos econômicos centralizados. Isto é a globalização, um preparativo para a formação de um único bloco centralizado.. A comunidade de países independentes, ( antiga URSS ), o NAFTA ( Canadá, EUA, México ), CCE ( Comunidade comum Européia ), Mercosul, ALCA ( união das Américas ), e Tigres Asiáticos.
O plano é , fortalecer esses blocos, e depois fazer a fusão de todos, em uma só economia, uma só moeda, uma só religião, uma só lei.. Os blocos são apenas o embrião do Governo Mundial.
E ainda contam com o desinteresse da maior parte da população por assuntos ligados a economia e política ( pão e circo para o povo ).
Muito em breve a humanidade vai conhecer aquele a quem todo o poder e autoridade mundial será entregue.
Seitas Secretas
Por trás da nova Ordem Mundial existe uma teia, uma rede de sociedades secretas e ocultistas que vem trabalhando incessante e incansavelmente pela concretização dos ideais do anjo caído: Maçonaria, Iluminados, Rosacruz, Caveira e Ossos, Antroposofia, Logosofia, Teosofia, Eubiose, ONU, Clube de Roma, Fundação Rockfeller e outras.


POR JOÃO ALVES - SUIÇA

quarta-feira, 3 de março de 2010

São Paulo tem 13 mil Moradores de Rua

"SP tem 13 mil moradores de rua, diz censo" - Jornal Folha de S.Paulo
Publicado em: 01/03/2010 - 13:03

Assistência SocialNotíciasCidade de São Paulo


Nova contagem, que será divulgada pela prefeitura, mostra que a capital ganhou 4.000 desabrigados em nove anos

Aumento no uso de drogas, falha em políticas sociais e desemprego são explicações, dizem especialistas; albergues têm cerca de 7.000 vagas

DA REPORTAGEM LOCAL

Novo censo feito no fim do ano passado e que será divulgado pela Prefeitura de São Paulo nos próximos dias mostra o que a maioria dos paulistanos já percebeu: é crescente o número de moradores de rua, cada vez mais espalhados por bairros onde a situação era incomum.

Os dados do recenseamento, que trará informações por bairro, idade e sexo, apontam que 13 mil vivem hoje nas ruas.

Para eles, há pouco mais de 7.000 vagas em albergues da prefeitura -eram 8.000, mas no ano passado uma unidade fechou. Conclusão: quase 6.000 não têm onde dormir. E, mesmo assim, sobram vagas.

Em 2000, quando foi feito o censo anterior pela Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas), da USP, eram 8.706 pessoas nessa situação -3.693 em albergues. Ou seja, em nove anos, as ruas ganharam mais de 4.000 pessoas, um aumento de quase 50%.
No período, segundo dados da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano, a população da capital cresceu 5%.

Há várias explicações para isso, nenhuma delas completa: aumento do consumo de drogas -principalmente do crack- e álcool, desemprego e falha em políticas sociais.
Para Camila Giorgetti, doutora em sociologia pela PUC-SP e pelo Instituto de Estudos Políticos de Paris e pesquisadora do Observatório Europeu dos Sem-Teto, o fenômeno se deve principalmente à inadequação dos programas assistenciais.

Para ela, é preciso evitar que pessoas cheguem às ruas e garantir a volta rápida às famílias.
Um educador de rua -que, por questão de segurança, não será identificado- é taxativo: a culpa é da droga. No caso, do crack, que leva pessoas a abandonarem trabalho e família.

A Folha acompanhou o trabalho dele, a maior parte do tempo feito na cracolândia, no centro. Ele diz ser comum aparecer gente nova, na maior parte pessoas de até 30 anos.

O que confirma constatação do censo da Fipe: há mais jovens morando nas ruas. A isso também se atribui o crescimento da presença de usuários de drogas entre essa população. Mas a maioria deles ainda é mais velha, acima dos 40. E o álcool continua um problema.

Outra explicação para o fato é o desemprego. Por isso, na opinião de especialistas, o poder público precisa manter programas de qualificação profissional e geração de postos.

"É preciso ter projetos que possibilitem a saída natural da rua. Nas duas últimas gestões, só mantinham albergue e até fecharam vagas", diz Alderon Costa, coordenador da Rede Rua, que administra albergues.

A prefeitura informou que o fechamento do albergue ocorreu por falta de segurança para usuários e funcionários.

A política do governo, segundo Alda Marco Antonio, vice-prefeita e secretária de Assistência e Desenvolvimento Social, é "fortalecer as famílias para diminuir a entrada de pessoas na rua".

(EVANDRO SPINELLI, ANDRÉ CARAMANTE e LETÍCIA DE CASTRO)


Leia também:
"Sem-teto criticam albergues e abordagem da guarda municipal" - Folha de S.Paulo
"Moradores de Higienópolis e do Pacaembu reclamam de "invasão" ' - Folha de S.Paulo


**Os textos de outras fontes não representam necessariamente as opiniões do Movimento Nossa São Paulo, mas são reproduzidos no portal por abordarem questões consideradas relevantes para o debate público.

Associações e Cooperativas

ABANORTE - ASSOCIAÇÃO CENTRAL DOS FRUTICULTORES DO NORTE DE MINAS




APROCOR - ASSOCIAÇÃO DE PRODUTORES DA REGIÃO DE CORUMBATAÍ DO SUL – PR




ASOCIACIÓN DE EXPORTADORES DE CHILE A.G. - ASOEX




ASOCIACIÓN HOL. DE EXPORTADORES DE FRUTA Y VERDURA




ASOCIACION LA INDUSTRIA E LAB. HORTALIZAS Y FRUTAS




ASSOCIAÇÃO AGRÍCOLA DE JUNQUEIRÓPOLIS




ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DAS EMPRESAS DE TRATAMENTO FITOSSANITÁRIO E QUARENTENÁRIO - ABRAFIT




ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DAS INDÚSTRIAS DE MÁQUINAS E EQUIPAMENTOS ABIMAQ




ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE AGRIBUSINESS - ABAG




ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE ENOLOGIA




ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE MARKETING RURAL - ABMR




ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE MECANIZAÇÃO AGRÍCOLA - ABRAME




ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE PRODUTORES DE MAÇÃ ABPM




ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE SUPERMERCADOS ABRAS




ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DOS EXPORTADORES DE CÍTRICOS




ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DOS PRODUTORES DE GOIABAS - GOIABRÁS




ASSOCIAÇÃO DAS INDÚSTRIAS DE ALIMENTAÇÃO ABIA




ASSOCIAÇÃO DE AGRICULTURA ORGÂNICA - AAO




ASSOCIAÇÃO DE ENGENHEIROS AGRÔNOMOS DO ESTADO DE SÃO PAULO - AEASP




ASSOCIAÇÃO DE FRUTICULTORES DE BAURU E REGIÃO – BAURUFRUTAS




ASSOCIAÇÃO DE PRODUTORES DE MAÇÃ DE BOM RETIRO




ASSOCIAÇÃO DOS BANANICULTORES DO VALE DO RIBEIRA - ABAVAR




ASSOCIAÇÃO DOS FRUTICULTORES DE VERA CRUZ - AFRUVEC




ASSOCIAÇÃO DOS HORTIFRUTIGRANJEIROS E DERIVADOS DE PORTO NACIONAL-TO E REGIÃO




ASSOCIAÇÃO DOS MISTURADORES DE ADUBOS DO BRASIL - AMA BRASIL




ASSOCIAÇÃO DOS PRODUTORES DE ABACAXI DO MUNICÍPIO DE GUARAÇAÍ - APAMG




ASSOCIAÇÃO DOS PRODUTORES DE AGRICULTURA NATURAL - APAN




ASSOCIAÇÃO DOS PRODUTORES DE VINHOS FINOS DO VALE DOS VINHEDOS




ASSOCIAÇÃO DOS PRODUTORES E EXPORTADORES DE HORTIGRANGEIROS E DERIVADOS DO VALE DO SÃO FRANCISCO - VALEXPORT




ASSOCIAÇÃO DOS PRODUTORES RURAIS DA REGIÃO NOVO HORIZONTE / CONSÓRCIO DO LIMÃO




ASSOCIAÇÃO DOS VITICULTORES DE PORTO FELIZ AVIPORTO




ASSOCIAÇÃO DOS VITICULTORES DE SÃO MIGUEL ARCANJO - AVITI




ASSOCIAÇÃO GAÚCHA DE VINICULTORES




ASSOCIAÇÃO GAÚCHA DOS PRODUTORES DE MAÇÃ - AGAPOMI




ASSOCIAÇÃO NACIONAL DE DEFESA VEGETAL - ANDEF




ASSOCIAÇÃO PAULISTA DOS PRODUTORES DE CAQUI - APPC




ASSOCIAÇÃO PRODUTORA E EXPORTADORA DE FRUTAS TROPICAIS




ASSOCITRUS - Associação Brasileira de Citricultores




AVIST - Associação dos Vitivinicultores de Santa Teresa -E.S




CENTRAIS DE ABASTECIMENTO DE CAMPINAS S/A CEASA-CAMPINAS




CENTRO ADMINISTRATIVO GOV. VIRGÍLIO TÁVORA AGROPOLO BAIXO ACARAÚ




CENTRO ADMINISTRATIVO GOV. VIRGÍLIO TÁVORA AGROPOLO BAIXO JAGUARIBE




CENTRO ADMINISTRATIVO GOV. VIRGÍLIO TÁVORA AGROPOLO CARIRI




CENTRO ADMINISTRATIVO GOV. VIRGÍLIO TÁVORA AGROPOLO CENTRO SUL




CENTRO ADMINISTRATIVO GOV. VIRGÍLIO TÁVORA AGROPOLO IBIAPABA




CENTRO ADMINISTRATIVO GOV. VIRGÍLIO TÁVORA AGROPOLO METROPOLITANO




CONFEDERAÇÃO NACIONAL DA AGRICULTURA - CNA




CONFEDERAÇÃO NACIONAL DOS TRABALHADORES NA AGRICULTURA CONTAG




COOPERATIVA AGRÍCOLA DE PIRAPORA - CAP




COOPERATIVA AGRÍCOLA MISTA DE AURORA LTDA CAMAL




COOPERATIVA AGRÍCOLA MISTA DE BATEIA LTDA COPERCACAU




COOPERATIVA AGRÍCOLA MISTA DOS PRODUTORES DA REGIÃO DE JALES




COOPERATIVA AGRÍCULA MISTA PINDAMONHANGABA COOPERPINDA




COOPERATIVA AGROPECUÁRIA DA REGIÃO DE BRAGANTINA LTDA




COOPERATIVA AGROPECUÁRIA DA REGIÃO DE CASA BRANCA - COAPECAB




COOPERATIVA AGROPECUÁRIA DA REGIÃO DE SANTA FÉ DO SUL LTDA




COOPERATIVA AGROPECUARIA DE PEDRO AFONSO - COAPA




COOPERATIVA AGROPECUÁRIA ROLÂNDIA LTDA - COROL




COOPERATIVA CENTRAL AGRÍCOLA E DE COLONIZAÇÃO DO BRASIL




COOPERATIVA DOS FRUTICULTORES DO OESTE DA BAHIA – COFRUTOESTE




COOPERATIVA DOS PRODUTORES HORTIGRANJEIROS LTDA - MERCOUBERLÂNDIA




COOPERATIVA MISTA DOS PRODUTORES RURAIS DE QUISSAMÃ LTDA




COOPERATIVA VINÍCOLA AURORA LTDA - COVIAL




COOPERATIVA VINÍCOLA CAXIENSE LTDA




COOPERATIVA VINÍCOLA GARIBALDI LTDA - COVIGA




COOPERATIVA VINÍCOLA SANTO ANTÔNIO LTDA




COOPERATIVA VINÍCOLA SÃO JOÃO LTDA




COOPERATIVA VINÍCOLA SÃO VICTOR LTDA




COOPERATIVA VINÍCOLA TAMANDARÉ LTDA - CVTL




COOPERATIVA VIT I- VINÍCOLA ALIANÇA




COOPERATIVA VITI-VINÍCOLA POMPÉIA LTDA




COOPERATIVA VITI-VINÍCOLA SÃO SEBASTIÃO LTDA




COOPERATIVA VITIVINÍCOLA FORQUETA LTDA




COORDENADORIA DE ASSISTÊNCIA TÉCNICA INTEGRAL - CATI




ESTAÇÃO EXPERIMENTAL DE CITRICULTURA DE BEBEDOURO - EECB




FEDERAÇÃO DA AGRICULTURA E PECUÁRIA DO ESTADO DO CEARÁ




FEDERAÇÃO DA AGRICULTURA DO ESTADO DA BAHIA




FEDERAÇÃO DA AGRICULTURA DO ESTADO DA PARAÍBA




FEDERAÇÃO DA AGRICULTURA DO ESTADO DE ALAGOAS




FEDERAÇÃO DA AGRICULTURA DO ESTADO DE GOIÁS




FEDERAÇÃO DA AGRICULTURA DO ESTADO DE MINAS GERAIS




FEDERAÇÃO DA AGRICULTURA DO ESTADO DE PERNAMBUCO




FEDERAÇÃO DA AGRICULTURA DO ESTADO DE RONDÔNIA




FEDERAÇÃO DA AGRICULTURA DO ESTADO DE RORAIMA




FEDERAÇÃO DA AGRICULTURA DO ESTADO DE SANTA CATARINA




FEDERAÇÃO DA AGRICULTURA DO ESTADO DE SÃO PAULO - FAESP




FEDERAÇÃO DA AGRICULTURA DO ESTADO DE SERGIPE




FEDERAÇÃO DA AGRICULTURA DO ESTADO DE TOCANTINS




FEDERAÇÃO DA AGRICULTURA DO ESTADO DO ACRE




FEDERAÇÃO DA AGRICULTURA DO ESTADO DO AMAPÁ




FEDERAÇÃO DA AGRICULTURA DO ESTADO DO AMAZONAS




FEDERAÇÃO DA AGRICULTURA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO




FEDERAÇÃO DA AGRICULTURA DO ESTADO DO MARANHÃO




FEDERAÇÃO DA AGRICULTURA DO ESTADO DO MATO GROSSO - FAMATO




FEDERAÇÃO DA AGRICULTURA DO ESTADO DO MATO GROSSO DO SUL




FEDERAÇÃO DA AGRICULTURA DO ESTADO DO PARÁ




FEDERAÇÃO DA AGRICULTURA DO ESTADO DO PARANÁ




FEDERAÇÃO DA AGRICULTURA DO ESTADO DO PARANÁ - FAEP




FEDERAÇÃO DA AGRICULTURA DO ESTADO DO PIAUÍ




FEDERAÇÃO DA AGRICULTURA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO




FEDERAÇÃO DA AGRICULTURA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE




FEDERAÇÃO DA AGRICULTURA DO ESTADO RIO GRANDE DO SUL




FEDERAÇÃO DOS TRABALHADORES NA AGRICULTURA DO ESTADO DE SÃO PAULO




FEDERAÇÃO MERIDIONAL DE COOP. AGROPECUÁRIAS LTDA




FRAIBURGO AGRÍCOLA S/A - CONSÓRCIO DE MAÇÃ




FUNDAÇÃO ECOLÓGICA VALE DO PARAÍBA




FUNDAÇÃO INSTITUTO DE TERRAS DO ESTADO DE SÃO PAULO JOSÉ GOMES DA SILVA - ITESP




FUNDAÇÃO NORTE FLUMINENSE DE DESENVOLVIMENTO REGIONAL - FUNDENOR




FUNDO DE DEFESA DA CITRICULTURA FUNDECITRUS




INCAPER

LINK EM DESTAQUE


INSTITUTO BIODINÂMICO-IBD




INSTITUTO DE ECOTURISMO DO BRASIL




INSTITUTO NACIONAL DE ESTUDOS E PESQUISAS EDUCACIONAIS - INEP




MINISTÉRIO DO MEIO AMBIENTE - MMA




ORGANIZAÇÃO DAS COOPERATIVAS BRASILEIRAS - OCB




ORGANIZAÇÃO DAS COOPERATIVAS DO ESTADO DE SÃO PAULO - OCESP




ORGANIZACIÓN DE MARKETING Y VENTA DE HORT, FRUTAS




ORGANIZACIÓN INTERPROFESIONAL DE VINOS




ORGANIZATION FOR ORGANIC AGRICULTURE AND FOOD BIOL




PROFRUTAS - ASSOCIAÇÃO DOS PRODUTORES EXPORTADORES DE FRUTAS TROPICAIS NORDESTE




SERVIÇO DE PRODUÇÃO DE SEMENTES BÁSICAS DA EMBRAPA




SINDICATO DA INDÚSTRIA DE PALMITO DO ESTADO DO PARÁ - SINDPALM




SINDICATO RURAL DE JUNDIAÍ




SOCIEDADE BRASILEIRA DE ECONOMIA E SOCIOLOGIA RURAL - SOBER




SOCIEDADE BRASILEIRA DE ENGENHARIA AGRÍCOLA - SBEA




SOCIEDADE BRASILEIRA DE FRUTICULTURA




SOCIEDADE MATOGROSSENSE DE FRUTICULTURA




SOCIEDADE NACIONAL DA AGRICULTURA - SNA




SOCIEDADE RURAL BRASILEIRA - SRB




SOCIEDADE RURAL DA PARAÍBA




SOCIEDADE RURAL DO PARANÁ




SUBASTA DEL SURESTE DE HORTALIZAS, FRUTAS, FLORES




THE BOARD OF APPEL ON RURAL INDUSTRIES

http://www.todafruta.com.br/todafruta/noticias_su.asp?menu=113

Comercio Justo

Comércio Justo
O Comércio Justo (CJ) é um movimento social e económico que pretende construir uma alternativa ao comércio convencional. Ao contrário deste, que tem em conta apenas critérios económicos, o CJ rege-se também por valores éticos que incluem aspectos sociais e ambientais. Significa colocar o comércio, quer de produtos quer de serviços, efectivamente ao serviço das pessoas, buscando o desenvolvimento sustentável das comunidades locais e do mundo como um todo. O que implica, antes de mais, um trabalho digno para todas as pessoas envolvidas e a adequação das actividades económicas às suas necessidades e aos seus interesses.

Igualmente essencial no CJ é a sensibilização das/os consumidoras/es para os desequilíbrios e injustiças do comércio internacional e para os impactos que as nossas decisões de compra têm sobre as condições de vida não só na nossa região/ nosso país, mas também noutras partes do mundo. Significa que cada um de nós, enquanto consumior/a e elo final de qualquer cadeia comercial, tem um papel activo e a responsabilidade de praticar um consumo responsável e de exigir justiça no comércio.
A vertente da sensibilização, que é uma actividade de Educação para o Desenvolvimento, implica também a promoção de mudanças no comércio internacional convencional com o objectivo de transformar o sistema económico dominante num sistema mais solidário e humano. Ao demonstrar na prática que é possível compatibilizar os critérios económicos com os critérios sociais e ecológicos, o CJ tem ao seu dispor um excelente argumento para pressionar os governos e as multinacionais a mudar a sua lógica de actuação.

O CJ rege-se por um conjunto de princípios, reconhecidos de forma geral por todas as entidades envolvidas no movimento mas com algumas diferenças na sua formulação. Estes princípios, que dividimos em 12 pontos, são:

O respeito e a preocupação pelas pessoas e pelo ambiente, colocando as pessoas acima do lucro;
O estabelecimento de boas condições de trabalho e o pagamento de um preço justo aos produtores e produtoras (um preço que cubra os custos de um rendimento digno, da protecção ambiental e da segurança económica);
A disponibilização de pré-financiamento ou acesso a outras formas de crédito;
A transparência quanto à estrutura das organizações e todos os aspectos da sua actividade, e a informação mútua entre todos os intervenientes na cadeia comercial sobre os seus produtos ou serviços e métodos de comercialização;
O fornecimento de informação ao consumidor sobre os objectivos do CJ, a origem dos produtos ou serviços, os produtores e a estrutura do preço;
A promoção de actividades de sensibilização e campanhas, quer junto dos/as consumidores/as (para realçar o impacto das suas decisões de compra), quer junto das organizações (para provocar mudanças nas regras e práticas do comércio internacional);
O reforço das capacidades organizativas, produtivas e comerciais das produtoras e dos produtores através de formação, aconselhamento técnico, pesquisa de mercados e desenvolvimento de novos produtos;
O envolvimento de todas as pessoas (produtores/as, voluntárias/os e empregados/as) nas tomadas de decisão que os afectam no seio das suas respectivas organizações;
A protecção e a promoção dos direitos humanos, nomeadamente os das mulheres, crianças e povos indígenas, bem como a igualdade de oportunidades entre os sexos;
A protecção do ambiente e a promoção de um desenvolvimento sustentável, subjacente a todas as actividades;
O estabelecimento de relações comerciais estáveis e de longo prazo;
A produção tão completa quanto possível dos produtos comercializados no país de origem.

Originalmente desenvolvido como forma de apoiar camponeses/as e pequenas/os artesãos/ãs dos países do Sul (África, América Latina e Ásia), tem-se assistido a movimentos dentro do CJ no sentido de integrar igualmente produtores marginalizados dos países do Norte.

Actualmente não se pode falar do CJ como um movimento coeso e unido em torno de uma única identidade; falamos antes de vários Comércios Justos, que embora partilhando princípios base entre si, assumem identidades distintas. Esta pluralidade de movimentos dentro do próprio CJ resulta do seu processo de evolução, do aumento dos interesses financeiros envolvidos, da diluição dos princípios, da entrada de actores convencionais no movimento, e por reacção/oposição a esta situação, do aprofundamento da reflexão dos seus actores e da adequação às actuais problemáticas do comércio local, nacional e internacional.

As questões mais delicadas, e que criam por vezes rupturas entre alguns dos actores de CJ, prendem-se com:

a comercialização dos produtos na grande distribuição,

o processo de certificação, quer pela forma como é conduzido junto dos produtores, quer pela forma como abre as portas às grandes multinacionais,
a aposta exclusiva no comércio internacional versus uma menor dependência face aos mercados dos países desenvolvidos e uma maior aposta nos mercados locais e na soberania alimentar,
o empobrecimento da relação de parceria entre produtores e importadoras de CJ, reduzida à sua dimensão estritamente comercial.

O CIDAC tem obviamente acompanhado este processo de evolução, procurando analisar criticamente as diferentes posições e escolher aquela que vai mais de encontro à nossa visão do mundo e do que consideramos ser a cooperação e a educação para o desenvolvimento. Nesta perspectiva, defendemos por exemplo um CJ enraizado na economia social em todos os elos da cadeia; assim como defendemos, paralelamente a um CJ Sul-Norte, um CJ Norte-Norte e Sul-Sul, apostando nos mercados locais, na proximidade aos consumidores finais e não deixando de fora os produtores marginalizados dos países desenvolvidos. Nesta perspectiva, o CIDAC aproximou-se de actores ligados à rede Espaço por um Comércio Justo, à qual aderiu no início de 2008 e que conta agora com três dezenas de membros em Espanha e Portugal e com organizações próximas em França e Itália.

Para conhecer a intervenção do CIDAC no domínio do CJ, iniciada em 1998, veja:
- "10 anos de Comércio Justo em Portugal - O percurso do CIDAC", Agosto 2008

Como complemento, os seguintes documentos expressam de forma clara a nossa visão do CJ:
- "As Duas Almas do Comércio Justo", Angelo Caserta, 2003
- Manifesto "Abrindo espaço por um Comércio Justo" - aprovado em Barcelona nas 4as jornadas de Comércio Justo e Consumo Responsável, rede Espaço por um Comércio Justo, Maio 2006
- "O Comércio Justo face aos novos desafios comerciais", CIDAC, Fórum de Comércio Justo, 2007

terça-feira, 2 de março de 2010

Jesus Fala sobre a Vinda de Cristo o Messias

Jesus falou claramente sobre o Segundo Advento Mt. 16.27. Porque o Filho do homem há de vir na glória de seu Pai, com os seus anjos; e então retribuirá a cada um segundo as suas obras. Mas ele disse que ninguém sabia daquele dia e daquela hora, nem mesmo os anjos do céu, nem o Filho, senão só o Pai. (Mt 24;36). Por isso, até o Presente, tem-se considerado temerário até mesmo tentar saber quando, onde e como virá o Senhor.
Examinando as Palavras de Jesus: "Só o Pai sabe" (Mt. 24. 36), e o versículo
" Certamente o Senhor Deus não faz coisa alguma sem revelar o Seu segredo a Seus servos, os Profetas" (Am 3. 7), podemos compreender que Deus, que sabe o dia e a hora, certamente fará com que seus Profetas venham a saber todos os segredos com respeito ao Segundo Advento do Senhor, antes de efetuá-lo

Mateus 24
1 Ora, Jesus, tendo saído do templo, ia-se retirando, quando se aproximaram dele os seus discípulos, para lhe mostrarem os edifícios do templo.
2 Mas ele lhes disse: Não vedes tudo isto? Em verdade vos digo que não se deixará aqui pedra sobre pedra que não seja derribada.
3 E estando ele sentado no Monte das Oliveiras, chegaram-se a ele os seus discípulos em particular, dizendo: Declara-nos quando serão essas coisas, e que sinal haverá da tua vinda e do fim do mundo.
4 Respondeu-lhes Jesus: Acautelai-vos, que ninguém vos engane.
5 Porque muitos virão em meu nome, dizendo: Eu sou o Cristo; a muitos enganarão.
6 E ouvireis falar de guerras e rumores de guerras; olhai não vos perturbeis; porque forçoso é que assim aconteça; mas ainda não é o fim.
7 Porquanto se levantará nação contra nação, e reino contra reino; e haverá fomes e terremotos em vários lugares.
8 Mas todas essas coisas são o princípio das dores.
9 Então sereis entregues à tortura, e vos matarão; e sereis odiados de todas as nações por causa do meu nome.
10 Nesse tempo muitos hão de se escandalizar, e trair-se uns aos outros, e mutuamente se odiarão.
11 Igualmente hão de surgir muitos falsos profetas, e enganarão a muitos;
12 e, por se multiplicar a iniquidade, o amor de muitos esfriará.
13 Mas quem perseverar até o fim, esse será salvo.
14 E este evangelho do reino será pregado no mundo inteiro, em testemunho a todas as nações, e então virá o fim.
15 Quando, pois, virdes estar no lugar santo a abominação de desolação, predita pelo profeta Daniel (quem lê, entenda),
16 então os que estiverem na Judéia fujam para os montes;
17 quem estiver no eirado não desça para tirar as coisas de sua casa,
18 e quem estiver no campo não volte atrás para apanhar a sua capa.
19 Mas ai das que estiverem grávidas, e das que amamentarem naqueles dias!
20 Orai para que a vossa fuga não suceda no inverno nem no sábado;
21 porque haverá então uma tribulação tão grande, como nunca houve desde o princípio do mundo até agora, nem jamais haverá.
22 E se aqueles dias não fossem abreviados, ninguém se salvaria; mas por causa dos escolhidos serão abreviados aqueles dias.
23 Se, pois, alguém vos disser: Eis aqui o Cristo! ou: Ei-lo aí! não acrediteis;
24 porque hão de surgir falsos cristos e falsos profetas, e farão grandes sinais e prodígios; de modo que, se possível fora, enganariam até os escolhidos.
25 Eis que de antemão vo-lo tenho dito.
26 Portanto, se vos disserem: Eis que ele está no deserto; não saiais; ou: Eis que ele está no interior da casa; não acrediteis.
27 Porque, assim como o relâmpago sai do oriente e se mostra até o ocidente, assim será também a vinda do filho do homem.
28 Pois onde estiver o cadáver, aí se ajuntarão os abutres.
29 Logo depois da tribulação daqueles dias, escurecerá o sol, e a lua não dará a sua luz; as estrelas cairão do céu e os poderes dos céus serão abalados.
30 Então aparecerá no céu o sinal do Filho do homem, e todas as tribos da terra se lamentarão, e verão vir o Filho do homem sobre as nuvens do céu, com poder e grande glória.
31 E ele enviará os seus anjos com grande clangor de trombeta, os quais lhe ajuntarão os escolhidos desde os quatro ventos, de uma à outra extremidade dos céus.
32 Aprendei, pois, da figueira a sua parábola: Quando já o seu ramo se torna tenro e brota folhas, sabeis que está próximo o verão.
33 Igualmente, quando virdes todas essas coisas, sabei que ele está próximo, mesmo às portas.
34 Em verdade vos digo que não passará esta geração sem que todas essas coisas se cumpram.
35 Passará o céu e a terra, mas as minhas palavras jamais passarão.
36 Daquele dia e hora, porém, ninguém sabe, nem os anjos do céu, nem o Filho, senão só o Pai.
37 Pois como foi dito nos dias de Noé, assim será também a vinda do Filho do homem.
38 Porquanto, assim como nos dias anteriores ao dilúvio, comiam, bebiam, casavam e davam-se em casamento, até o dia em que Noé entrou na arca,
39 e não o perceberam, até que veio o dilúvio, e os levou a todos; assim será também a vinda do Filho do homem.
40 Então, estando dois homens no campo, será levado um e deixado outro;
41 estando duas mulheres a trabalhar no moinho, será levada uma e deixada a outra.
42 Vigiai, pois, porque não sabeis em que dia vem o vosso Senhor;
43 sabei, porém, isto: se o dono da casa soubesse a que vigília da noite havia de vir o ladrão, vigiaria e não deixaria minar a sua casa.
44 Por isso ficai também vós apercebidos; porque numa hora em que não penseis, virá o Filho do homem.
45 Quem é, pois, o servo fiel e prudente, que o senhor pôs sobre os seus serviçais, para a tempo dar-lhes o sustento?
46 Bem-aventurado aquele servo a quem o seu senhor, quando vier, achar assim fazendo.
47 Em verdade vos digo que o porá sobre todos os seus bens.
48 Mas se aquele outro, o mau servo, disser no seu coração: Meu senhor tarda em vir,
49 e começar a espancar os seus conservos, e a comer e beber com os ébrios,
50 virá o senhor daquele servo, num dia em que não o espera, e numa hora de que não sabe,
51 e cortá-lo-á pelo meio, e lhe dará a sua parte com os hipócritas; ali haverá choro e ranger de dentes.